No complexo da soja, a semana inicia negativa na Bolsa de Chicago (CBOT). Os futuros do óleo caíram mais de 2% nesta segunda-feira (16/12) e arrastaram os futuros do grão na carona.
O clima no Brasil vem ajudando e a expectativa com uma grande produção vêm aumentando. Apenas em algumas localidades pontuais tivemos o clima atrapalhando, com a demora das chuvas em um momento e chuva demais em outros, estendendo o ciclo da soja e trazendo riscos de doenças.
O que esperar das principais commodities agrícolas em 2026?
Dia de Ação de Graças fecha bolsas dos EUA hoje
La Niña deve redesenhar cenário das commodities nos próximos meses
Mas no geral, a safra deve ser grande e, para os mais otimistas, pode bater os 180 milhões de toneladas. Caso se confirme, isso deve trazer uma pressão mais duradoura sobre os preços e o programa de exportação terá que ser grande.
Esse fator aliado a um dólar mais forte frente ao real, ajudam a derrubar os preços na CBOT. Além de exercer forte pressão sobre os preços da soja, também temos o complicador sobre o farelo, no Brasil o esmagamento tende a crescer e os estoques de farelo também.Acompanhe as cotações de fechamento do complexo da soja na CBOT:
SOJA JANEIRO: U$9,82/bs | variação -0,63%
ÓLEO DE SOJA JANEIRO: ¢ 41,72 /lb | variação: -2,04%
FARELO DE SOJA JANEIRO: U$ 286,6 /st | variação: +0,14%
Já o milho na CBOT se manteve em alta nesta sessão de segunda-feira. As vendas na exportação acabaram atraindo a demanda por ser uma origem mais atrativa.
Esse bom momento para o milho americano deve começar a entrar em conflito com as expectativas de plantio para o milho safrinha no Brasil, que devem ganhar mais importância conforme a soja for sendo colhida.
Em relação ao trigo, os futuros apresentaram uma desvalorização. Novamente a demanda mais fraca pelo trigo americano vem derrubando os preços. Na semana passada o relatório de vendas trouxe números mais baixos do que o esperado e nesse início de semana o relatório de inspeções de exportação relatou 298 mil toneladas, que apesar de ser maior do que o volume de 248 mil toneladas da semana passada, ainda indica um ritmo lento.
Acompanhe as cotações de fechamento para milho e trigo na CBOT:
MILHO MARÇO: U$4,45/bu | variação: +0,68%
TRIGO MARÇO: U$5,49/bu | variação: -0,54%
No Brasil, os futuros de milho na B3 registram quedas em toda a curva, mesmo com a alta do câmbio e a alta do milho em Chicago. A relação entre o milho e a soja spot favorecem a venda do milho, porém isso acontece em um momento em que os compradores estão se afastando e deixando o mercado andar, o que vem produzindo uma nova remarcação dos preços no milho físico e na B3
Acompanhe as cotações de fechamento para milho na B3:
MILHO JANEIRO: R$: 74,00sc | variação: -0,66%
Macroeconomia: a pauta fiscal do país volta a cena. Nesta segunda-feira, o ministro da fazenda, Haddad, participou de reunião com líderes do governo no Congresso para a aprovação do pacote de corte de gastos.
Enquanto isso, o presidente Lula volta a dar declarações criticando a taxa de juros acima de 12%, o que deixa o mercado estressado e em dúvida quanto a continuação da austeridade do Banco Central em 2025, quando Gabriel Galípolo, indicado de Lula, assumirá a presidência.
Além disso o Comitê de Política Monetária passará a ter maioria indicada por Lula em 2025. Essas questões acabam preocupando os investidores quanto a independência do Banco Central.
Bolsas globais, principais variações:
ÁSIA/PACÍFICO:CHINA: -0,17% /HONG KONG: -0,88%
EUROPA:EURO STOXX 50: -0,46% /FRANÇA: -0,71%
EUA:SP500: +0,51% /NASDAQ: +1,29%
BRASIL: -0,26%
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
