As exportações brasileiras de café na temporada 2025/26 fecharam com queda no volume total embarcado em comparação com o ciclo anterior, mas conseguiram manter a receita cambial estável. O desempenho financeiro favorável foi garantido pelos patamares elevados de preço do grão no mercado internacional ao longo de toda a safra, compensando a redução na quantidade do produto enviado ao exterior.
Segundo balanço consolidado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as remessas brasileiras somaram 38,46 milhões de sacas de 60 kg entre julho de 2025 e junho de 2026. O número representa um recuo de 15,7% na comparação com o ciclo 2024/25, quando o país havia exportado 45,62 milhões de sacas. Em contrapartida, a receita das exportações atingiu US$ 14,6 bilhões, valor praticamente equivalente aos US$ 14,7 bilhões registrados na temporada antecedente.
Análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que os estoques mundiais de café permanecem restritos, o que sustentou as cotações externas em patamares elevados. Esse cenário refletiu diretamente na valorização do grão no mercado físico doméstico, alavancando os preços de venda e preservando o faturamento do setor exportador mesmo diante de uma oferta menor para embarque.
