Os contratos futuros da soja operam no campo positivo na Bolsa de Chicago na manhã desta quarta-feira, impulsionados pela retomada do foco nos fundamentos de oferta e demanda, segundo informações da Granoeste Corretora. Após o vencimento de agosto registrador queda na sessão anterior, a cotação avança 10 pontos e atinge o patamar de US$ 12,29 por bushel. O movimento de valorização é sustentado pelo aumento das preocupações com o clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos, pelo fortalecimento da demanda chinesa e pela alta nos preços do petróleo, fator que impulsiona o consumo global de biocombustíveis.
No cenário norte-americano, as lavouras entram na fase mais determinante para a produtividade da safra. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que 66% das áreas cultivadas estão na fase de floração e 32% iniciaram a formação de vagens. Até o momento, as condições do cultivo permanecem favoráveis, com 66% dos canaviais e lavouras classificados em situação boa ou excelente e apenas 8% categorizados como ruins ou péssimos.
Retenção no campo e prêmios aquecidos no mercado brasileiro
No ambiente doméstico, a postura do produtor é de cautela, resultando em uma oferta bastante restrita no mercado físico. De acordo com a Granoeste Corretora, os lotes disponibilizados para venda chegam com pedidas mais elevadas, reflexo do monitoramento que os agricultores fazem sobre três pontos centrais: o risco climático na safra dos EUA, os efeitos do El Niño — que pode atrasar o início das chuvas no Centro-Oeste — e a aproximação da entressafra no país.
Essa retenção na origem mantém os prêmios de exportação valorizados nos portos brasileiros. No mercado disponível (spot), os prêmios figuram entre 100 e 120 pontos acima de Chicago; para embarques em setembro, a faixa varia de 120 a 135 pontos; enquanto para outubro, os indicativos oscilam entre 120 e 140 pontos. Diante desse quadro, as ofertas de compra no oeste do Paraná situam-se entre R$ 135,00 e R$ 138,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as cotações flutuam entre R$ 146,00 e R$ 150,00 por saca, a depender das condições de prazo de pagamento, localização e período de embarque no interior.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
