Mercado do boi gordo vai alcançando o final do mês de maio com apresentação de altas, ainda que pontuais e, também, uma mudança de postura pouco comum para um quinto mês do ano. Há de se considerar também, algumas revisões sobre quando a indústria frigorífica brasileira vai atingir a cota chinesa, já é possível vermos previsões até para setembro.Por outro lado, seguindo a argumentação final do paragrafo de abertura deste artigo, poderíamos nos perguntar: se a cota não se alterou, o que muda na percepção de oferta e demanda?Eu diria que muda a percepção (ou começa mudar) quanto ao impacto da cota definida no ano de 2026. Mostra um cenário no qual a indústria vai precisar seguir comprando o boi China e também nos traz um outro questionamento: Nas escalas que verificamos, nesta quinta-feira, em torno de sete dias em São Paulo e Mato Grosso do Sul, quanto desta média de dias garantidos de trabalho são, de fato, formados por “Boi China”?. Também, inevitável conclusão de que os operadores começam a se conscientizar de uma produção de carne bovina brasileira menor em 2026 e também dos seus efeitos.Por falar nisso, quando foi que o senhor ou senhora, viu o boi gordo subir em plena safra (mês de maio)? Pois é, estamos vendo agora os fatores aparecerem nas mais variadas fontes, seja na apuração diária, através do Indicador do Boi Datagro, nas cotações da Scot Consultoria, no aplicativo Agrobrazil ou no mais recente levantamento do Cepea. E, para mim, apesar de não serem altas agudas, a fluência que ela traz sobre o mercado apresenta uma tendência positiva.Para encerrar, frente ao campeonato mundial de seleções de futebol, a forte expectativa de consumo de carnes, festas de São João, etc. a Athenagro trouxe uma visão muito interessante das exportações de carne bovina chegarem a alcançar o mês de agosto e até o mesmo de setembro. Além disso, os embarques de carne bovina para outros destinos seguem expressivos. Em resumo, as incertezas começam a sair do radar.
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