A atividade industrial de processamento de grãos em Mato Grosso consolidou um desempenho histórico na primeira metade de 2026. Segundo o mais recente relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o volume acumulado de soja esmagada pelas indústrias locais estabeleceu um novo recorde para o período, impulsionado pelos investimentos em capacidade fabril no estado.
De janeiro a junho de 2026, as unidades processadoras mato-grossenses esmagaram um total de 7,02 milhões de toneladas da oleaginosa. O montante representa um avanço de 4,53% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. O resultado ganha ainda mais relevância quando confrontado com o histórico recente do setor: o volume processado ficou 16,24% acima da média registrada nos últimos cinco anos para o período.
De acordo com os analistas do Imea, esse forte ritmo operacional reflete de forma direta a expansão e a modernização das plantas industriais no estado, evidenciando o avanço na estratégia de agregar valor à produção agrícola dentro de Mato Grosso.
Recuo técnico no mês de junho
Embora o balanço do primeiro semestre tenha sido amplamente positivo, o mês de junho registrou uma desaceleração pontual na atividade. As indústrias esmagadoras processaram 1,24 milhão de toneladas no período, o que significou um recuo de 3,46% na comparação com o volume registrado em maio.
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Esse recuo mensal, no entanto, é visto pelo setor como uma acomodação técnica natural e não comprometeu a trajetória de crescimento do ano. Com a quebra de recorde no acumulado e a ampla disponibilidade de matéria-prima oriunda da última safra, a agroindústria do estado mantém uma base sólida para dar sequência ao processamento e ao escoamento de farelo e óleo de soja ao longo do segundo semestre.
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