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Mapa amplia cooperação agrícola com países africanos

Países africanos importaram mais de US$ 12,1 bilhões do agro brasileiro em 2025, enquanto acordos bilaterais avançam em áreas como segurança alimentar, tecnologia e produção sustentável

Mapa amplia cooperação agrícola com países africanos
Cooperação entre Brasil e países africanos avança com foco em segurança alimentar, agricultura tropical e ampliação do comércio agropecuário. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária / Divulgação
Foto do autor Cássia Lombardi
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vem ampliando a cooperação agrícola com países africanos em uma estratégia voltada ao fortalecimento da segurança alimentar, do desenvolvimento rural e da agricultura sustentável. Desde 2023, a pasta firmou ao menos 18 instrumentos bilaterais com nações do continente africano, por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais.

A aproximação também ganha relevância no comércio exterior. Em 2025, os países africanos importaram mais de US$ 12,1 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, crescimento de 30% em relação aos US$ 9,3 bilhões registrados em 2022. Entre os principais produtos exportados estão carnes, cereais e açúcar.

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Segundo o Mapa, a iniciativa faz parte da estratégia de cooperação Sul-Sul, modelo baseado na troca de experiências, tecnologias e conhecimentos entre países em desenvolvimento. A proposta busca adaptar soluções brasileiras às realidades locais dos países parceiros, especialmente em temas como agricultura tropical, manejo de solos, assistência técnica, crédito rural e sistemas de defesa agropecuária.

Brasil amplia presença agrícola na África

Entre os projetos em andamento está o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique. Inspirada em políticas brasileiras voltadas à agricultura familiar, a iniciativa reúne crédito, assistência técnica e transferência de tecnologia para ampliar a produção de alimentos no continente.

Outra frente é o Projeto Cerrado Africano, que busca adaptar conhecimentos desenvolvidos no Cerrado brasileiro para áreas de savana africana. A proposta envolve técnicas de correção de solos ácidos, manejo de pastagens tropicais e organização produtiva em regiões com características semelhantes às encontradas no Brasil.

A agenda ganhou reforço em fevereiro de 2026 com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. A estrutura é coordenada pela Embrapa e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia.

A expectativa é que a presença permanente no continente permita respostas mais rápidas às demandas locais e amplie o desenvolvimento de projetos ligados à agricultura digital, recuperação de áreas degradadas, sistemas produtivos de baixo carbono e assistência técnica.

Em 2025, ministros e representantes africanos também participaram do II Diálogo Brasil-África, realizado em Brasília. O encontro discutiu ações voltadas à segurança alimentar, inovação, financiamento agrícola, pesquisa e combate à fome.

Apesar do avanço da cooperação, o Mapa reconhece desafios relacionados à logística, diferenças climáticas, idiomas e necessidade de adaptação contínua das tecnologias às condições locais de cada país.

Mesmo assim, a avaliação do governo é de que o fortalecimento das relações com os países africanos cria oportunidades para ampliar mercados, consolidar parcerias estratégicas e reforçar o papel do Brasil como referência em agricultura tropical e produção sustentável.

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Editor RuralNews
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