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MT mantém vazio sanitário da soja entre junho e setembro

Produtores devem eliminar plantas voluntárias e cumprir medidas fitossanitárias para evitar avanço da ferrugem asiática nas lavouras

MT mantém vazio sanitário da soja entre junho e setembro
Sistema Famato informa que nova normativa mantém datas adotadas na safra anterior Foto: Famato / Divulgação
Foto do autor Cássia Lombardi
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O calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027 foi mantido sem alterações após a publicação de nova Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). A informação foi divulgada pelo Sistema Famato.

Com isso, o vazio sanitário da soja seguirá entre 8 de junho e 6 de setembro de 2026. Já o plantio da cultura estará autorizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

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A atualização formaliza as medidas de prevenção e controle da ferrugem asiática no estado, mantendo as datas já previstas anteriormente pela Instrução Normativa nº 002/2025. O Sistema Famato orienta os produtores rurais a acompanharem os prazos e as exigências estabelecidas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal.

Durante o período do vazio sanitário, fica proibida a presença de plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais onde possa ocorrer germinação espontânea. A medida é considerada uma das principais ferramentas para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra.

Entre as obrigações previstas está a eliminação das chamadas plantas “guaxas” ou voluntárias, que germinam espontaneamente após a colheita. O controle dessas plantas deve ser realizado dentro do período do vazio sanitário para impedir que funcionem como ponte verde para a disseminação da doença.

Além disso, os produtores devem manter o monitoramento contínuo das lavouras para identificação precoce da ferrugem asiática e realizar o controle imediato em caso de detecção da doença. As normas também abrangem o transporte de grãos e sementes de soja, determinando que as cargas sejam acondicionadas adequadamente para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas.

Segundo o analista técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa, produtores poderão ser notificados caso sejam identificadas plantas voluntárias durante as fiscalizações realizadas pelo Indea-MT.

“O descumprimento das medidas previstas na normativa pode gerar notificações, destruição das áreas irregulares, multas e demais penalidades previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, explicou.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja. O vazio sanitário e as medidas fitossanitárias são apontados como estratégias fundamentais para reduzir a pressão da doença nas lavouras e preservar a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.

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Editor RuralNews
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