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Oferta maior pressiona arroba, mas tendência segue positiva

Foto do autor Fabiano Reis
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Oferta maior pressiona arroba, mas tendência segue positiva
Mercado do boi gordo enfrenta pressão momentânea, mas cenário aponta recuperação dos preços nos próximos meses.

Maior oferta de animais pressiona a arroba no curto prazo, mas redução nos abates de fêmeas e menor produção sustentam expectativa de valorização futura

A semana entre 11 e 15 de maio vai encerrando apresentando recuo para os preços da arroba do boi gordo na praça de referência, São Paulo, com a identificação de maior volume de oferta de animais para abate no período, o que faz a indústria formar melhores escalas no período.

Somado ao fato, a comunicação oficial de que o volume de carne bovina que alcançou os portos chineses atingiram 50% até o último sábado, dia 9 e, também, a patacoada da União Europeia, que ameaça romper as exportações de carne bovina do Brasil no bloco econômico, a partir de setembro, movimentam os rumores de mercado.

É sempre importante considerar que a pecuária brasileira, no que se refere preço do boi gordo, com referência nas praças paulistas.

Os preços recuaram para uma média de R$ 350,00 a arroba do boi comum, com isso, os preços na maior parte das praças de comercialização do Mato Grosso se igualaram aos paulistas.

Também, relevante informação, destacada muitas vezes em minha coluna, é que o mês de maio desde sempre, quase infalível, apresenta recuo nos preços quando comparado ao mês de abril.

Também posso ressaltar que estamos a adentrar a segunda quinzena e, também, que mesmo nesta situação as escalas de abates não cresceram como nos últimos anos. Longe disso.

Outro fator fica por conta da participação de fêmeas, a redução nos abates de novilhas e vacas está se intensificando, o que vai fazer reduzir a oferta de matéria-prima, fator que lança uma expectativa bem mais positiva para as negociações com boi gordo e melhora suas relações de troca com as demais categorias de animais, fator que já exige muito mais atenção e aritmética por parte do invernista ou confinador.

No cenário internacional, já sabíamos e falamos muitas vezes, os embarques para a China estão bem acelerados, tanto por interesse dos exportadores brasileiros, quanto por importadores da China. Até 9 de maio, atingiu 50% da cota de 1,106 milhões de toneladas e, claro, há carregamentos no caminho, pelo ritmo, a cota bate em julho.

Apesar deste ser, não “um dos”, mas o argumento de baixa, o fator é que a produção carne bovina no Brasil também é menor. Por isso, faz pouco sentido na precificação da arroba do boi gordo no mercado futuro, em especial no último trimestre do ano.

Para encerrar, não é de hoje que países europeus tentam criar barreiras sanitárias contra produtos brasileiros, principalmente, carne bovina.

Desta vez, um comunicado da União Europeia insere os termo de suspensão de entrada de produtos brasileiros, por algo já comprovado não fazer sentido.

A grande questão aqui é protecionismo, mas não um protecionismo com preocupações, de fato, sanitárias, trata-se de protecionismo de financeiro ou de mercado, travestido de boa intenção.

Europa, recentemente, tentou criar barreira ambiental contra os produtos brasileiros, não colou. Agora, voltam na estratégia antiga e sem nenhuma fundamentação.

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Editor RuralNews
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