O mercado futuro de milho opera em ritmo de acomodação na Bolsa de Chicago (CBOT) no intervalo desta quarta-feira. Conforme o boletim de mercado da Granoeste Corretora, o contrato com vencimento em setembro registrou uma leve retração técnica de 2 pontos, cotado a 4,42 dólares por bushel. Apesar do recuo pontual na sessão, a commodity preserva o fôlego recente e acumula uma valorização expressiva que se aproxima de 5% no balanço da semana.
De acordo com a Granoeste Corretora, o mercado internacional continua pautado pelas projeções de tempo firme e quente no Meio-Oeste dos Estados Unidos e na Europa, justamente no momento em que as lavouras entram na fase de polinização e floração, período considerado o mais crítico para a definição do teto produtivo. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontam que 67% das áreas de milho estão em condições boas ou excelentes, contra 74% no mesmo período do ciclo passado, com 16% da safra em fase de floração e 3% em formação de grãos.
O cenário global também reflete o posicionamento de fundos e investidores para o relatório de oferta e demanda de julho do USDA. A expectativa média da iniciativa privada é de que a produção norte-americana seja revisada para 405,6 milhões de toneladas, um volume sutilmente menor do que o projetado em junho e distante do recorde histórico do ano anterior, que somou 432,4 milhões de toneladas. Para os estoques finais, o mercado antecipa cortes estratégicos, projetando 52,7 milhões de toneladas para a temporada atual e 47 milhões de toneladas para o ciclo subsequente.
O cenário nacional: Pressão da colheita e cotações em foco na B3
Enquanto o mercado externo monitora o clima do Hemisfério Norte, a B3 (antiga BMF) acompanha a realidade financeira do ambiente doméstico e opera com valorizações graduais nos contratos de curto e médio prazo. A posição com vencimento em julho trabalha cotada a R$ 65,20 por saca, acima do fechamento anterior de R$ 64,96. Já o contrato para setembro sinaliza negócios a R$ 68,55, avançando frente aos R$ 68,20 registrados na sessão prévia, em um movimento que absorve as oscilações do câmbio, com o dólar comercial operando em leve queda a R$ 5,14.
Milho avança em MS com bom potencial e colheita chega a 2,8% da área
Milho avança em Chicago com calor nos EUA e na Europa
No mercado físico brasileiro, o ritmo de comercialização corre em passos lentos e compassados. Esse comportamento ocorre devido à intensificação dos trabalhos de colheita da safrinha nas principais regiões produtoras, o que aumenta consideravelmente a oferta física e o volume de cereal que chega diariamente às estruturas de armazenagem.
Nas praças de comercialização do oeste do Paraná, as indicações de compra de balcão flutuam na faixa entre R$ 58,00 e R$ 61,00 por saca de 60 quilos. No Porto de Paranaguá, para entrega nas posições de exportação, o preço referencial é indicado entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca. As variações observadas no interior do estado dependem substancialmente dos prazos concedidos para liquidação financeira e da localização logística dos lotes ofertados.
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