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Novas tecnologias do agro

Produtores criam mapa para monitorar ataques de javalis em MS

Ferramenta georreferenciada transforma relatos de agricultores em inteligência territorial para conter prejuízos e blindar o status sanitário da pecuária
Produtores criam mapa para monitorar ataques de javalis em MS
Além dos danos físicos à terra, animais silvestres atuam como vetores de graves doenças pecuárias. Foto: Aprosoja MS / Divulgação
Foto do autor Cássia Lombardi
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Os produtores rurais, engenheiros agrônomos e gestores de Mato Grosso do Sul passaram a contar com uma ferramenta estratégica no combate a uma das maiores ameaças biológicas do campo. O Painel de Monitoramento de Suiformes, desenvolvido pela Aprosoja/MS em parceria com a Semadesc e recursos do Fundems, utiliza a geotecnologia para mapear em tempo real a presença e a dispersão de javalis, javaporcos, porcos-do-mato, catetos e queixadas em todo o território sul-mato-grossense.

A eficácia da plataforma depende diretamente do envio de dados por quem vivencia o problema na porteira. A ferramenta permite que o trabalhador de campo registre avistamentos e envie coordenadas de GPS, fotografias e vídeos de estragos. Antes de entrarem oficialmente no mapa, os relatos passam por auditoria e validação técnica, que analisam a consistência geográfica e a identificação correta das espécies, garantindo uma base de dados blindada contra informações falsas.



O rastro de destruição econômica e sanitária

Considerado uma espécie exótica invasora e sem predadores naturais no Brasil, o javali provoca prejuízos severos por onde passa. Nas lavouras de grãos, o hábito de chafurdar o solo destrói sementes recém-plantadas, destrói mudas jovens pelo pisoteio e afeta a fertilidade da terra. O impacto financeiro é alarmante, já que o javaporco causa prejuízos de até 40% na cultura de milho no Brasil, além de danificar cercas, assorear nascentes de água e destruir áreas de preservação permanente (APPs).

Para além das perdas agrícolas, o setor de proteína animal acompanha a movimentação com extrema preocupação. Esses animais funcionam como reservatórios ambulantes de graves enfermidades que colocam em risco o plantel comercial de suínos e bovinos. A consolidação deste painel de inteligência territorial é fundamental para que os órgãos de defesa sanitária planejem ações de manejo preventivo e controle responsável antes que o avanço populacional cause barreiras comerciais às exportações de carne do estado.

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