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Colheita do milho em MS atinge 0,20% e segue atrasada

Levantamento da Aprosoja/MS mostra atraso de 4,1 pontos percentuais na colheita da segunda safra, enquanto previsão indica novas chuvas nas próximas semanas
Colheita do milho em MS atinge 0,20% e segue atrasada
Excesso de chuva dificulta o avanço da colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul. Foto: Aprosoja MS / Divulgação
Foto do autor Cássia Lombardi
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A colheita do milho segunda safra 2025/26 avança lentamente em Mato Grosso do Sul e já apresenta atraso em relação ao ciclo anterior. Dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, apontam que apenas 0,20% da área cultivada havia sido colhida até a terceira semana de junho.

O percentual representa um atraso de aproximadamente 4,1 pontos percentuais na comparação com o mesmo período da safra passada. O principal fator por trás da lentidão é o excesso de chuvas registrado nas principais regiões produtoras do estado.



Chuvas dificultam os trabalhos no campo

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o elevado volume de precipitações observado nas últimas semanas tem impedido um avanço mais rápido da colheita.

“O volume elevado de precipitações registrado nos principais municípios produtores de milho contribuiu para retardar o avanço da colheita. Apesar disso, é importante destacar que, historicamente, a colheita do milho em Mato Grosso do Sul ganha intensidade a partir da segunda quinzena de julho, com pico das atividades entre o final de julho e o início de setembro”, explica Balta.

Apesar do atraso atual, o técnico ressalta que o calendário da cultura ainda prevê um avanço mais acelerado dos trabalhos nas próximas semanas, período em que tradicionalmente ocorre a maior concentração da colheita no estado.

Condições climáticas exigem atenção dos produtores

De acordo com Balta, embora o milho apresente maior flexibilidade para permanecer no campo quando comparado à soja, o cenário climático deste ano exige monitoramento constante.

“O milho normalmente pode permanecer mais tempo no campo sem grandes prejuízos, devido às condições climáticas mais secas durante o período de colheita. No entanto, neste ano, observamos maior instabilidade climática, com possibilidade de chuvas irregulares, ventos fortes e até ocorrência de granizo em algumas regiões. Por isso, é recomendável que os produtores acompanhem as condições das lavouras e realizem a colheita dentro da melhor janela possível”, ressalta.

A preocupação está relacionada principalmente aos possíveis impactos da instabilidade climática sobre a qualidade dos grãos e sobre a eficiência operacional da colheita.

Regiões apresentam cenários distintos

O monitoramento das lavouras realizado pela Aprosoja/MS mostra que as áreas cultivadas se encontram entre os estádios fenológicos vegetativo e reprodutivo.

As melhores condições são observadas nas regiões nordeste, norte e oeste, onde os índices de lavouras classificadas como boas variam entre 79% e 92%.

Por outro lado, as regiões sudoeste, sudeste, sul, sul-fronteira e centro apresentam um cenário mais desafiador. Nessas áreas, as lavouras consideradas ruins chegam a 24%, enquanto as classificadas como regulares oscilam entre 16% e 31%.

Previsão indica continuidade das chuvas

As condições climáticas devem continuar influenciando os trabalhos no campo nas próximas semanas. A previsão para o período entre 22 de junho e 8 de julho aponta acumulados entre 10 e 50 milímetros nas regiões centro-sul, sudeste e nordeste de Mato Grosso do Sul.

Caso as precipitações se confirmem, o avanço da colheita poderá continuar abaixo do ritmo esperado para esta fase da safra.

Mercado acompanha cenário

Enquanto os produtores monitoram o andamento da colheita, o mercado estadual segue atento aos preços das commodities agrícolas. Atualmente, a saca da soja é negociada, em média, a R$ 112,43 em Mato Grosso do Sul, enquanto a saca do milho registra preço médio de R$ 47,92.

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