A região administrativa de São José do Rio Preto conquistou o topo do ranking do Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado de São Paulo. De acordo com dados consolidados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), a região — que engloba 96 municípios paulistas — registrou um faturamento de R$ 26,19 bilhões, o que representa uma alta de 4% na comparação com o ano anterior.
Com esse resultado, Rio Preto superou a região de Campinas, segunda colocada no levantamento, por uma diferença de aproximadamente R$ 4 bilhões. No ciclo anterior, a liderança regional já dava sinais de consolidação, quando Rio Preto ocupava a segunda posição do VPA paulista com R$ 25,24 bilhões.
O desempenho histórico foi impulsionado por cadeias produtivas de forte apelo exportador e que exercem liderança em todo o território paulista, com destaque absoluto para a cana-de-açúcar e a pecuária de corte.
Cana e pecuária lideram faturamento regional
A cana-de-açúcar manteve-se como a principal locomotiva econômica da região, gerando R$ 10,06 bilhões em valor de produção. Além de liderar a receita interna, os municípios do entorno de Rio Preto asseguraram a liderança estadual no faturamento dessa cultura específica.
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O segundo principal motor do agro regional foi a carne bovina. O setor somou R$ 6,24 bilhões, registrando um crescimento expressivo de 45% em relação ao ano anterior. Esse salto garantiu à região administrativa de São José do Rio Preto o posto de principal polo de pecuária de corte do estado de São Paulo em termos de valor gerado.
Diversificação: Frango, laranja e borracha em alta
A força do agronegócio local também se apoiou na diversificação de outras atividades de destaque:
Carne de frango: Consolidou-se como o terceiro produto mais relevante da região, movimentando R$ 2,61 bilhões, um avanço de 10% no comparativo anual.
Laranja para indústria: Garantiu a quarta posição no ranking regional, somando R$ 1,81 bilhão.
Borracha: Ocupando o quinto lugar, o setor de silvicultura e extração de látex gerou R$ 988 milhões, um crescimento de 33,7% sobre o ciclo anterior, garantindo a liderança paulista na produção de borracha natural.
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