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Paraná avança no combate à tuberculose bovina com novo teste complementar

Nova medida acelera o saneamento de propriedades e fortalece ações para erradicar a doença no rebanho paranaense

Paraná avança no combate à tuberculose bovina com novo teste complementar
Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
Foto do autor Francieli Galo
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A tuberculose bovina ganhou um novo adversário no Paraná. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapar) oficializou o uso do teste ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) como ferramenta complementar no diagnóstico da doença. A medida, regulamentada pela Portaria nº 96 de 24 de março de 2025, tem como foco acelerar o saneamento das propriedades e garantir maior precisão na detecção de animais infectados.

O exame ELISA é capaz de identificar anticorpos contra o Mycobacterium bovis, agente causador da tuberculose bovina. Com base na reação entre anticorpo e antígeno, o teste se torna um importante reforço ao método tradicional da Tuberculinização Comparada (TCC), especialmente em casos em que o animal infectado não apresenta resposta adequada ao teste convencional por estar imunossuprimido.

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“Com a introdução do ELISA como ferramenta complementar, espera-se reduzir o tempo médio de saneamento, que hoje é de cerca de seis meses, otimizando o descarte de animais infectados”, explica Marta Freitas, médica-veterinária e chefe da Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose da Adapar.

A aplicação do teste está condicionada a critérios específicos. A propriedade deve estar em fase formal de saneamento, os animais precisam ter mais de quatro meses e ter testado negativo na TCC. A coleta de sangue deve ser feita entre 15 e 40 dias após a aplicação da tuberculina, com envio do soro para laboratórios autorizados, listados no site da Adapar.

O teste ELISA passou a ser uma ferramenta estratégica no controle sanitário do rebanho paranaense. Em caso de resultado positivo, o animal deve ser eliminado, conforme protocolo da agência.

“A adoção do ELISA reforça o compromisso da Adapar com a sanidade animal e a segurança do nosso rebanho, contribuindo para a competitividade do agronegócio do Estado”, afirma Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar.

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