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UE compra pouca carne bovina brasileira, mas é referência para outros mercados

Mesmo que o mercado europeu não represente um volume muito grande para o produtor brasileiro, ele tem grande relevância em relação a outros mercados, afirma pecuarista membro do Fundesa

UE compra pouca carne bovina brasileira, mas é referência para outros mercados
Pedro Piffero é zootecnista e agropecuarista em Alegrete, Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul e represena a FARSUL no Fudesa/RS Foto: Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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Segundo dados do MInistério da Agricultura (MAPA), o Brasil exporta anualmente cerca de 10 milhões de toneladas de proteína animal, somando carne bovina, de frango e suína. Esse volume gera uma faturamento superior a US$ 30 bilhões.

A União Europeia comprou do Brasil em 2025 US$ 1,8 bilhão em carnes, sendo que US$ 1 bilhão foram de carne bovina e US$ 700 milhões de carne de frango. Apesar desse volume ser menos de 4% do volume total de exportações brasileiras, o mercado europeu tem uma grande importância estratégica.

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Na opinião do produtor rural gaúcho Pedro Piffero, nunca é bom perder mercado, Independente do tamanho que esse mercado consome. Mesmo que o mercado europeu não represente um volume muito grande para o produtor brasileiro, ele tem grande relevância em relação a outros mercados.

Além de pecuarista, Pedro Piffer atua como representante da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL) no Fundesa (Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal), que é constituído por produtores e agroindústrias com o objetivo de financiar ações de saúde animal, prevenção de doenças e indenização a pecuaristas em caso de abate obrigatório de rebanhos.

"A União Européia é muito exigente. E quando se cumprem todas essas exigências, isso serve como referência para outros mercados que interessam ao Brasil e que não tem esse controle”, afirma. "O raciocínio é esse: se a União Européia importa eu também importo", complementa.

Piffero lembra que o Brasil já tinha sido comunicado que haveria essa restrição mais rígida em relação aos microbianos, porém até então não tinha um controle muito intensivo nesse sentido.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltavam garantias adicionais.

A partir do comunicado é que o Brasil começou a ter esse controle, mas errou em não apresentar todos os protocolos em relação a essa exigência. "Agora estamos correndo atrás de reverter isso, pois o Governo Federal ainda tem esse prazo até o início de setembro para apresentar as documentações”, lembra o pecuarista.

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