A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) voltou a defender a adoção de medidas diferenciadas da União para os produtores rurais gaúchos diante da crise enfrentada pelo setor agrícola no estado.
Em nota divulgada nesta semana, a entidade afirma que o Rio Grande do Sul vive uma situação distinta em relação ao restante do país, marcada por dificuldades financeiras acumuladas, perdas climáticas sucessivas e redução da capacidade produtiva no campo.
Segundo a Federarroz, o cenário atual combina aumento do endividamento rural, custos elevados de produção, dificuldade de acesso ao crédito e preços agrícolas considerados incompatíveis com os investimentos realizados pelos produtores.
A entidade também cita o impacto das taxas de juros elevadas e a concorrência com produtos importados como fatores que ampliam a pressão sobre o setor agropecuário gaúcho.
Perdas climáticas agravam situação do campo
Os efeitos climáticos registrados nos últimos anos aparecem como um dos principais pontos de preocupação da cadeia produtiva. De acordo com a federação, estiagens recorrentes e eventos extremos reduziram a renda dos agricultores e comprometeram a capacidade financeira das propriedades rurais.
O impacto é considerado especialmente severo para os produtores de arroz, cultura tradicional e estratégica para a economia agrícola do Rio Grande do Sul.
No posicionamento divulgado pela entidade, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul, Denis Dias Nunes, afirma que o momento exige ações estruturais e instrumentos compatíveis com a realidade enfrentada pelos produtores gaúchos.
Projeto de lei entra no radar do setor
A entidade também demonstrou preocupação com os desdobramentos do Projeto de Lei nº 5.122/2023, proposta que prevê uma linha especial de financiamento voltada aos produtores rurais.
Segundo a Federarroz, iniciativas dessa natureza são consideradas fundamentais para garantir capitalização, manutenção da produção agrícola e permanência dos produtores no campo.
A federação ainda manifestou apoio às demais entidades do setor agropecuário que buscam soluções junto ao governo federal para enfrentar a crise no Rio Grande do Sul.
Pressão financeira preocupa produtores
O avanço das dificuldades econômicas no campo gaúcho ocorre em um momento de margens apertadas para diversas culturas agrícolas. Além das perdas climáticas, produtores enfrentam custos elevados de insumos, crédito mais caro e desafios para recompor capital após sucessivas quebras de safra.
O cenário aumenta a preocupação do setor com a sustentabilidade financeira das propriedades rurais e com os impactos sobre a produção agrícola no estado.
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