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Falhas de energia geram prejuízos milionários no agro do PR

Foto do autor Jair Reinaldo
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Falhas de energia geram prejuízos milionários no agro do PR
Produtores rurais relatam perdas na produção e morte de animais causadas por falhas no fornecimento de energia elétrica no Paraná.

Audiências em Curitiba e Brasília expuseram impactos das interrupções no fornecimento de energia sobre a produção agropecuária e a competitividade do setor no Paraná

As falhas no fornecimento de energia elétrica no Paraná voltaram ao centro das discussões do setor produtivo após audiências públicas realizadas em Curitiba e Brasília exporem os impactos recorrentes enfrentados por produtores rurais. Representantes de entidades do agro paranaense participaram dos debates e relataram prejuízos provocados por apagões, oscilações de tensão e demora no restabelecimento do serviço em propriedades rurais do Estado.

O tema ganhou força após audiências promovidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Curitiba, no fim de abril, e pela Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, em Brasília, no início de maio. Durante os encontros, representantes do setor agropecuário destacaram que os problemas no fornecimento de energia vêm afetando diretamente atividades como avicultura, suinocultura, piscicultura e produção de leite.

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Segundo lideranças do setor, a instabilidade no fornecimento deixou de ser um problema pontual e passou a representar um fator de risco para a atividade rural no Paraná. Oscilações constantes, interrupções frequentes e demora no religamento da rede têm causado prejuízos financeiros, queima de equipamentos e até morte de animais em granjas e tanques de piscicultura.

Reclamações e tarifa em debate

Na audiência realizada em Curitiba, o principal tema discutido foi a revisão tarifária da Copel prevista para 2026. A proposta apresentada pela Aneel prevê aumento médio de 19,2% na tarifa de energia elétrica a partir de junho. Durante o encontro, produtores e representantes de sindicatos rurais criticaram a possibilidade de reajuste diante das dificuldades enfrentadas no campo.

Relatos apresentados durante a audiência mostraram situações recorrentes de falta de energia em diferentes regiões do Paraná. Em algumas propriedades, interrupções de várias horas afetaram diretamente a produção e a logística de entrega de alimentos.

Dados apresentados pela Aneel também apontaram aumento nas reclamações relacionadas ao serviço prestado pela Copel. Segundo a agência reguladora, enquanto o número de registros diminui em nível nacional, houve crescimento nas reclamações envolvendo a concessionária paranaense.

Impactos na produção agropecuária

Os prejuízos causados pelas falhas de energia atingem diferentes cadeias produtivas do agro paranaense. Na avicultura, interrupções comprometem sistemas de climatização dos aviários, colocando em risco milhares de aves. Na piscicultura, oscilações podem desligar aeradores responsáveis pela oxigenação da água, provocando mortalidade de peixes.

Em Tupãssi, no Oeste do Paraná, um produtor registrou perda de cerca de 900 mil quilos de tilápia após equipamentos queimarem devido a oscilações de energia. O prejuízo estimado chegou a R$ 9 milhões.

Também no Oeste, em São Miguel do Iguaçu, uma queda de energia provocou a morte de 20 mil frangos após falha na climatização do aviário. O prejuízo estimado foi de aproximadamente R$ 150 mil.

Em Marechal Cândido Rondon, produtores relatam que as oscilações continuam frequentes, principalmente durante a noite, causando sobrecarga em geradores e equipamentos utilizados nas granjas.

Energia como insumo essencial

Durante os debates em Brasília, representantes do setor destacaram que a energia elétrica se tornou um insumo indispensável para a produção agropecuária moderna. Sem fornecimento estável, atividades ligadas à proteína animal ficam comprometidas, afetando desde a produção até o abastecimento de alimentos.

Representantes do setor industrial também apontaram impactos sobre agroindústrias e cooperativas, citando aumento nos custos operacionais e perda de competitividade em função das oscilações de energia.

Senadores e lideranças do agro cobraram medidas para melhorar a qualidade do serviço prestado no Paraná, além de maior fiscalização sobre os indicadores apresentados pela concessionária. Segundo parlamentares, a percepção dos consumidores em relação ao tempo de interrupção do fornecimento é superior aos índices oficiais divulgados.

Entidades do setor defendem investimentos mais efetivos na infraestrutura elétrica do meio rural e medidas capazes de garantir maior estabilidade no fornecimento para evitar novos prejuízos à produção agropecuária paranaense.

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Editor RuralNews
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