O setor de peruicultura no Paraná e no Brasil registrou um forte avanço nos primeiros seis meses de 2026. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab-PR), as exportações brasileiras de carne de peru atingiram 33.587 toneladas de janeiro a junho, movimentando US$ 137,042 milhões. Os números representam um salto de 39,9% em volume e um crescimento expressivo de 130,3% em receita cambial na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O principal motor desse resultado financeiro foi a valorização do produto no comércio internacional. A carne in natura, que representou 99,8% de todos os embarques no semestre, alcançou o preço médio de US$ 4.060,46 por tonelada — uma alta de 67,5% frente à média de US$ 2.423,88 registrada no primeiro semestre de 2025. Apenas no mês de junho, o Brasil embarcou 5.715 toneladas (+113,2%), gerando uma receita de US$ 22,137 milhões (+117,3%).
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Paraná se consolida na terceira posição com salto no faturamento
A região Sul do país segue concentrando a maior parte da produção e das vendas externas da proteína. No acumulado do primeiro semestre de 2026, Santa Catarina liderou o faturamento nacional ao somar US$ 55,485 milhões com 12.628 toneladas exportadas. O Rio Grande do Sul respondeu pelo maior volume absoluto, embarcando 13.529 toneladas que geraram US$ 45,905 milhões.
O Paraná garantiu a terceira colocação do ranking nacional ao exportar 7.372 toneladas (+18,3%), alcançando uma receita de US$ 35,504 milhões (+113,8%). O desempenho paranaense foi impulsionado pelo resultado isolado do mês de junho, quando o estado dobrou o volume mensal exportado para 1.370 toneladas e expandiu seu faturamento em 164,2%, saltando de US$ 2,338 milhões para US$ 6,176 milhões em relação a junho de 2025.
México lidera compras e estrutura corporativa foca no estado
No mapa dos destinos internacionais, o México consolidou-se como o maior parceiro comercial da peruicultura paranaense e nacional no primeiro semestre. O país norte-americano comprou 9.306 toneladas e gerou US$ 39,250 milhões em receita, marcando um crescimento de 329,4% em volume e de 584,1% em faturamento. A lista dos principais importadores inclui ainda Chile (4.668 t), África do Sul (4.574 t) e Países Baixos (3.197 t).
Toda essa cadeia produtiva exibe alta concentração corporativa no país, sendo comandada por duas grandes organizações. A MBRFoods (resultado da fusão entre Marfrig e BRF) centraliza a estrutura de fomento e o processamento no estado do Paraná, enquanto a JBS opera parques industriais baseados em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
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