A menor disponibilidade de mandioca nas principais regiões produtoras do país tem reduzido a pressão sobre as cotações da raiz. O cenário é resultado da desaceleração das vendas por parte dos produtores, das dificuldades para avanço da colheita devido às chuvas e de uma leve retomada da demanda por fécula.
Chuvas limitam avanço da colheita
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as precipitações registradas em grande parte das regiões produtoras dificultaram os trabalhos de campo e reduziram o ritmo da colheita.
Ao mesmo tempo, muitos produtores que já quitaram parte de seus compromissos financeiros diminuíram o volume ofertado ao mercado, contribuindo para uma menor disponibilidade da matéria-prima.
Demanda por fécula apresenta recuperação
Além da oferta mais restrita, o mercado também recebeu suporte de uma leve melhora na procura por fécula de mandioca.
A combinação entre menor disponibilidade de raízes e aumento do interesse comprador ajudou a reduzir a pressão que vinha sendo observada sobre os preços ao longo dos últimos meses.
Raízes de segundo ciclo ficam mais escassas
Outro fator destacado pelo Cepea é a redução gradual da oferta de raízes de segundo ciclo nas principais regiões produtoras do país.
A expectativa é que esse cenário persista pelo menos até meados de julho, limitando a disponibilidade do produto e influenciando as estratégias de comercialização adotadas pelos agricultores.
Decisão de venda passa a depender dos preços
Diante da menor oferta, produtores tendem a adotar uma postura mais seletiva na comercialização das raízes com até 12 meses de idade.
Segundo os pesquisadores, a decisão de venda passa a depender mais diretamente dos preços praticados pelo mercado, movimento diferente do observado na primeira metade do ano, quando a necessidade de comercialização teve maior peso nas negociações.