Após enfrentarem forte pressão vendedora no pregão de quarta-feira — quando registraram perdas entre 8 e 9 pontos nos contratos de vencimento mais próximo —, as cotações futuras do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham com recuperação pontual nesta quinta-feira. Segundo o boletim matinal divulgado pela Granoeste Corretora, o contrato com vencimento em setembro/26 opera com leves ganhos, cotado ao redor de US$ 4,51 por bushel.
O ambiente positivo nas telas internacionais é sustentado pelo rali de valorização do trigo no mercado global, pelo ritmo firme da demanda pelo grão norte-americano e por relatos de perdas locais de qualidade nas lavouras de extensas áreas do Meio-Oeste dos Estados Unidos. Contudo, o teto para ganhos mais expressivos em Chicago é limitado pelas previsões meteorológicas, que indicam temperaturas mais amenas e maior volume de chuvas em importantes regiões de cultivo dos EUA.
Milho opera em queda na bolsa, mas exportação ganha ritmo no Brasil
Fertilizantes sobem 43% e pressionam margem do milho safrinha
No front do comércio exterior, as vendas semanais de exportação de milho dos EUA somaram 1,43 milhão de toneladas, considerando o volume acumulado das duas temporadas comerciais.
Na Bolsa brasileira (B3), o mercado de derivativos opera com relativa estabilidade e baixo volume de oscilação. O contrato de setembro/26 roda na casa de R$ 70,00 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 69,99), enquanto o vencimento de novembro/26 é indicado a R$ 74,75 por saca (contra R$ 74,80 no pregão anterior).
Mercado nacional: compradores abastecidos e cotações sob pressão
No cenário doméstico, os analistas da Granoeste Corretora destacam que o mercado físico do milho continua travado e sem grandes ímpetos de negociação. A dinâmica atual é marcada pelo comportamento defensivo das indústrias e do setor produtivo de proteína animal (aves e suínos).
Muitos compradores permanecem fora do spot por estarem recebendo volumes expressivos de milho referente a contratos negociados antecipadamente. Com um número reduzido de compradores ativos nas praças de comercialização, a oferta disponível sobrepõe-se temporariamente à demanda de curto prazo, mantendo as cotações e indicações de compra sob pressão nas origens.
No cenário cambial, a moeda norte-americana opera em ritmo de desvalorização frente ao real nesta quinta-feira, cotada a R$ 5,08, após ter encerrado a sessão anterior no patamar de R$ 5,108.
Diante desse quadro de câmbio mais baixo e demanda pausada, as referências de compra para o milho no Oeste do Paraná situam-se na faixa entre R$ 58,00 e R$ 61,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as indicações de compra oscilam no intervalo de R$ 66,00 a R$ 69,00 por saca. Em ambas as praças, a fixação dos valores finais depende diretamente das condições e prazos de pagamento acordados e, nas vendas de balcão do interior, da localização logística e da distância do lote.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
