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Soja continua em queda, trigo valorizando e milho estável na CBOT

Foto do autor Rodrigo Trage
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Soja continua em queda, trigo valorizando e milho estável na CBOT

O complexo da soja teve queda para o farelo de soja de 1,25%, futuros de trigo valorizaram 1,12% e o milho fechou com desvalorização de 0,54%

A quarta-feira (27/08) foi um dia misto para as commodities na Bolsa de Chicago (CBOT). O complexo da soja teve queda para o farelo de soja de 1,25%.

Nos últimos dias este componente vinha ajudando o grão a negociar em patamares mais elevados, porém com essa queda no pregão de hoje as cotações da soja em grão caíram 0,96%.

Quando olhamos para o gráfico da soja é nítida a falta de força das altas, percebe-se que é muito mais custoso para o preço subir do que para cair.

É quase como se a força da gravidade estivesse agindo sobre os preços, uma vez que as cotações demonstram muita dificuldade para evoluir quando estão subindo e quando caem, parece que apenas um leve empurrão já é o suficiente para que os preços vão ladeira abaixo.

O único item do complexo da soja que subiu foi o óleo, com valorização de 0,74%.

Um fator que pode vir a mexer com o setor de óleos é a possibilidade de a Índia aumentar a tarifação sobre a importação de óleos vegetais, para proteger os preços locais.

Caso esse rumor venha a se confirmar, podemos ver mais pressão sobre o complexo da soja.

Trigo

Futuros de trigo deram continuidade ao movimento de alta iniciado ontem, com valorização de 1,12%.

Venho comentando que o trigo está trabalhando de forma lateralizada na bolsa e ontem após os preços negociarem na região de suporte, houve uma recuperação que se estendeu para hoje.

A princípio, o mercado vem em busca da região superior desse retângulo de lateralização, na casa dos U$5,60/bu, cerca de 19 cents acima do fechamento de hoje, ou seja, há espaço para uma valorização de aproximadamente 3%.

Milho

Já o milho negociou em queda e encerrou com desvalorização de 0,54%. Um fator fundamentalista que pode alterar o jogo dos preços é a continuidade do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

A preocupação atualmente é elevada, pois o local onde se desenrolaram os últimos embates possui uma usina nuclear e muitos temem que pode haver um acidente por lá.

Caso isso aconteça, é seguro afirmar que ambos os preços de trigo e milho vão se fortalecer!

Na B3 o contrato de milho setembro fechou estável, se equilibrando entre a queda do milho na CBOT e a valorização do dólar ante o real de 1%.

No físico a situação permanece a mesma, muita dificuldade em originar, produtor segue firme em sua estratégia de reter os lotes, garantindo uma estabilidade aos preços.

Consumidores menores acabam comprando pequenas quantidades para repor seus estoques e parecem ter em mente que as próximas negociações não sairão mais baratas que as últimas.

Macroeconomia

Mercados operam estáveis na maior parte do globo e nos EUA investidores aguaram pela publicação do balanço da NVIDIA.

Ásia/Pacífico tivemos quedas para as bolsas chinesas e leve alta para as do Japão, destaque para bolsa de Hong Kong que fechou em queda de 1,02%.

Na Europa bolsas fecharam estáveis, a maior variação do dia foi da bolsa alemã que fechou com alta de 0,57%.

Nos EUA os dois principais índices encerraram em queda, S&P 500 com desvalorização de 0,60% e Nasdaq com queda de 1,14%.

O balanço da Nvidia será publicado após o fechamento.

No Brasil o Indice Ibovespa negociou em baixa durante a manhã mas conseguiu se recuperar e encerrou o dia com alta de 0,42%.

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Editor RuralNews
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