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Relatório USDA traz produtividade acima do esperado e afunda cotações de soja na CBOT

Foto do autor Rodrigo Trage
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Relatório USDA traz produtividade acima do esperado e afunda cotações de soja na CBOT

A publicação do relatório trouxe um sentimento mais negativo para o mercado, com a revisão da produtividade da soja acima do esperado pelo mercado ajudou a encabeçar as quedas no complexo.

A divulgação do relatório de oferta & demanda do USDA (United State Departament of Agriculture), fizeram futuros do complexo da soja afundarem na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (11/08).

A publicação do relatório trouxe um sentimento mais negativo para o mercado, com a revisão da produtividade da soja acima do esperado pelo mercado ajudou a encabeçar as quedas no complexo.

O mercado aguardava por um relatório negativo para a soja, mas menos do que a pedida. Para a produtividade o esperado era 58,84 por hectare e o dado publicado foi 59,63.

Além disso tivemos revisão de área plantada, saindo de 34,84 para 35,25 milhões de hectares. Essas duas alterações, elevaram a expectativa de produção em mais de 3 milhões de toneladas, para 124,90MT.

Como a revisão do número para exportação não acompanhou os demais crescimentos, o estoque final também acabou sendo majorado e a expectativa deste relatório de agosto ficou em 15,25MT.

Com isso os futuros da soja chegaram a cair para os patamares de U$9,75/bu e se recuperaram levemente até o fechamento, encerrando o dia cotado a U$9,86/bu com variação negativa de 1,65%; o óleo encerrou com queda de 1,58% e o farelo com queda de 1,83%.

Trigo

Os futuros do trigo também operavam em forte queda antes do relatório e conseguiu recuperar de parte das quedas, encerrando o dia com -1,06%.

O USDA reduziu as estimativas de produção americana para próxima temporada, o que ajudou a aliviar as quedas. Porém o fundamento continua negativo, devido ao aumento de competitividade vinda do leste europeu.

Milho

Já o milho foi na contramão das demais e operou em alta na CBOT, contrariando inclusive os dados do relatório que também vieram mais negativos para o milho, como o aumento da produtividade de em duas sacas por hectare.

O único ponto favorável a uma alta foi uma leve diminuição nos estoques finais, que saíram de 53,26MT para 52,67MT.

Na B3 o contrato setembro operou durante a maior parte do dia no negativo, mas conseguiu se recuperar e encerrou o dia no positivo, subindo 0,40%, cotado a R$60,45/sc.

Breve volta à economia mundial

Com uma agenda econômica vazia bolsas operaram mistas ao redor do globo.

Na Ásia/Pacífico, apenas a bolsa de Shanghai fechou no negativo, com queda de 0,14%, do lado da alta o destaque ficou com a bolsa Sul Coreana que se valorizou em 1,14%.

Na Europa mercados fecharam mistos, EURO STOXX 50 com queda de 0,10% e a bolsa Inglesa FTSE 100 com alta de 0,52%.

Nos EUA as bolsas se encaminham para fechar o pregão estáveis, próximas do fechamento da sexta-feira (09/08).

No Brasil, o IBOVESPA segue a sua tendência de alta e acumula mais um dia no positivo, subindo 0,58%.

Este é o quinto pregão consecutivo de alta, no acumulado o mercado já sobe mais de 5% e vai em busca da sua máxima histórica, formada em dezembro de 2023 a 134.391 pontos.

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Editor RuralNews
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