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Mercados operam em alta na Bolsa de Chicago, realizando ajustes técnicos das quedas

Foto do autor Francieli Galo
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Mercados operam em alta na Bolsa de Chicago, realizando ajustes técnicos das quedas

A soja encerrou o pregão com alta de 0,62%, cotada a U$ 9,68/bu. O farelo de soja também teve valorização, fechando com alta de 1,77%, do complexo da soja, apenas o óleo encerrou em queda, com desvalorização de 0,54%.

Ontem (13/08) eu alertava que o contrato novembro da soja tinha batido a mínima em U$9,60/bu na Bolsa de Chicago (CBOT), ponto gráfico que está relacionado as máximas vistas em 2019. Escrevi que esses preços eram bem deprimidos e atingiram o objetivo gráfico e não seria estranho se víssemos algum tipo de recuperação dos preços a partir daí.

É meus caros leitores, esse é o poder de ter informação de qualidade, como as que vocês têm aqui no portal RuralNews! Dito e feito! Nesta quarta-feira (14/08) o que vimos foram os mercados operando em alta na CBOT realizando um ajuste técnico das recentes quedas.

Por enquanto ainda não temos mudanças nos fundamentos que suportem a retomada da força compradora. Já da parte técnica, caso o mercado supere a máxima de hoje, podemos estimar uma recuperação até a região de U$10,15/bu, onde encontra-se a sua resistência mais próxima.

A soja encerrou o pregão com alta de 0,62%, cotada a U$ 9,68/bu. O farelo de soja também teve valorização, fechando com alta de 1,77%, do complexo da soja, apenas o óleo encerrou em queda, com desvalorização de 0,54%.

Futuros de trigo e milho tiveram bom desempenho neste pregão, com trigo fechando em alta de 1,13% e o milho com alta de 0,86%. O que foi dito para a soja, também serve a estes dois mercados.

Um ponto que começa a acender um alerta é a relação de preços entre soja e milho para a próxima safra, que hoje encerrou em 2,35, onde um bushel de soja compra 2,35 bushels de milho.

Caso essa relação diminua ainda mais, o produtor americano estará mais inclinado a aumentar sua área de milho e reduzir a área de soja, principalmente se considerarmos que o produtor americano adora produzir milho, diferente do Brasil, onde preferimos sempre plantar mais soja.

Na B3 o comportamento do milho foi diferente do visto em Chicago, por aqui o contrato setembro teve queda de 0,38%, fechando cotado a R$59,72, mesmo com alta da CBOT e no câmbio – dólar sobe no momento 0,30% a R$5,48.

O mercado físico está travado, com pouquíssimos negócios rodando, com compradores tentando fazer remarcações mais baixas nos preços e os vendedores se mantendo firmes em sua estratégia de segurar enquanto aguardam por preços melhores.

O comprador parece acreditar que os vendedores irão baixar as suas pedidas, uma vez que o preço da soja física também caiu, assim eles parecem entender que o produtor vai acabar preferindo abrir mão do milho, invés da soja.

Macroeconomia

Tivemos divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos EUA, os dados vieram dentro das expectativas do mercado e por isso não tivemos volatilidade nos mercados globais.

Nos EUA as bolsas encerram o dia mistas, S&P 500 sobe 0,18% enquanto a NASDAQ cai 0,31%. Na Ásia/Pacífico as bolsas também encerraram mistas, sendo que somente as chinesas encerraram em queda, Shanghai com -0,60% e Hang Seng com -0,35.

Destaque de alta para a bolsa sul coreana KOSPI que subiu 0,87%. Na Europa o dia foi positivo, todas as bolsas encerraram em alta, EURO STOXX 50 fechou com valorização de 0,67%.

E no Brasil, tivemos mais um dia de alta para o IBOVESPA, que encerrou com valorização de 0,83%. Este é o sétimo dia de alta consecutiva e o mercado se aproxima da sua máxima histórica.

Provavelmente teremos algum descanso dessa alta ao atingir tal patamar, especialmente após ter subido tanto em tão pouco tempo.

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Editor RuralNews
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