Os custos de produção da laranja seguem em forte alta e acendem um alerta para a sustentabilidade econômica da citricultura paulista. Estudo da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, estima que os custos por hectare devem subir entre 15% e 16% na safra 2025/26 em comparação com a anterior.
A análise considerou dois perfis produtivos em regiões importantes do estado de São Paulo. No Projeto 1, localizado na região centro-sul, com sistema de sequeiro e adensamento moderado, o custo total pode chegar a R$ 42.700 por hectare. Já no Projeto 2, modelo irrigado e de alto adensamento no norte do estado, os custos podem ultrapassar R$ 54.000 por hectare.
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Entre os principais fatores de pressão no orçamento estão a colheita e o frete, que podem representar até 30% do total, além da intensificação dos tratamentos fitossanitários contra o greening (HLB), que elevam significativamente os gastos com defensivos.
Apesar das estimativas iniciais indicarem uma possível recuperação da safra, com previsão de colheita de 314,6 milhões de caixas segundo o Fundecitrus, o aumento dos custos reduz a margem dos produtores, especialmente se os preços recuarem e ficarem abaixo dos patamares recordes de 2024.
Diante desse cenário, a recomendação dos autores do estudo, Renato Ribeiro e Margarete Boteon, da equipe Citros/Cepea, é que cada produtor calcule o custo real de produção com base no potencial produtivo do pomar, considerando os riscos climáticos e sanitários específicos da sua região.
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