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Exportações do agro têm 2º melhor abril da história

Foto do autor Jair Reinaldo
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Exportações do agro têm 2º melhor abril da história
Exportações de soja e carnes puxaram resultado histórico do agronegócio brasileiro em abril

Resultado das vendas externas do agronegócio avançou 12% em abril, puxado pelo complexo soja e pelas proteínas animais

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,6 bilhões em abril de 2026, resultado que representa alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o segundo melhor desempenho da série histórica para o mês, ficando atrás apenas de maio de 2023. Os dados constam no relatório Radar Agro Exportações do Agronegócio, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.

O principal destaque ficou para o complexo soja, beneficiado pelo avanço da colheita e pelo aumento da disponibilidade do grão no mercado. Segundo o levantamento, o Brasil embarcou 16,7 milhões de toneladas de soja em março, maior volume mensal do ano até o momento, gerando receita de aproximadamente US$ 7 bilhões. O preço médio de exportação atingiu US$ 416 por tonelada, alta de 8,4% na comparação anual.

No farelo de soja, os embarques cresceram 13% frente a abril de 2025, totalizando 2,4 milhões de toneladas. Já o óleo de soja registrou retração de 7,8% no volume exportado, com 180 mil toneladas embarcadas. Apesar disso, os preços seguem em alta e acumulam cinco meses consecutivos de valorização, alcançando média de US$ 1.191 por tonelada, avanço de 15% em relação ao ano passado.

Carnes seguem com demanda aquecida

O relatório do Itaú BBA também destaca o desempenho das proteínas animais no mercado internacional. As exportações de carne bovina in natura somaram 252 mil toneladas em abril, crescimento de 4,3% sobre o mesmo mês de 2025. A China permaneceu como principal destino, respondendo por 54% dos embarques brasileiros, com 135 mil toneladas adquiridas no período.

Além do aumento no volume, houve valorização dos preços da carne bovina exportada. O preço médio atingiu US$ 6.241 por tonelada, alta de 24% na comparação anual e avanço de 7,3% frente a março deste ano. Segundo a consultoria, a maior disposição da China em pagar mais pela proteína brasileira contribuiu diretamente para esse movimento.

Na carne suína in natura, o Brasil embarcou 121 mil toneladas em abril, aumento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os preços permaneceram praticamente estáveis na comparação anual, em US$ 2.497 por tonelada. Já os embarques de carne de frango in natura cresceram 2,5%, totalizando 417 mil toneladas, enquanto os preços avançaram 2,1%, chegando a US$ 1.949 por tonelada.

Oferta global e cenário internacional seguem no radar

Em outro relatório divulgado neste mês, o Itaú BBA aponta que o mercado internacional segue atento à ampliação da oferta sul-americana de soja, especialmente com o avanço da colheita na Argentina, cenário que tende a pressionar os preços do complexo soja nas próximas semanas.

Já no mercado de milho, a consultoria revisou para baixo sua projeção de exportações brasileiras em 2025/26, reduzindo a estimativa de 44 milhões para 40 milhões de toneladas, diante da forte concorrência do milho americano e argentino no mercado internacional e da valorização do real frente ao dólar.

O Itaú BBA também ressalta que a demanda chinesa segue como fator decisivo para as exportações brasileiras de proteína animal e grãos ao longo do ano, mantendo o mercado atento aos desdobramentos do comércio internacional e das condições climáticas globais.

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Editor RuralNews
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