Os preços do algodão em pluma continuaram avançando no mercado brasileiro durante maio e registraram a quarta alta mensal consecutiva. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento foi sustentado principalmente pela postura firme dos vendedores que ainda possuem lotes remanescentes da safra 2024/25, especialmente aqueles com qualidade superior.
A oferta mais restrita tem dado sustentação às cotações, enquanto compradores seguem cautelosos nas negociações, limitando o volume de negócios realizados no mercado.
Oferta reduzida sustenta valorização
De acordo com o Cepea, os produtores que ainda mantêm estoques disponíveis têm demonstrado resistência em negociar a preços mais baixos, contribuindo para a manutenção do viés de alta das cotações.
Ao mesmo tempo, a demanda atua de forma mais conservadora, resultando em negociações pontuais e em uma disputa entre compradores e vendedores em relação aos valores praticados.
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Esse cenário mantém a liquidez reduzida, mas favorece a valorização do produto disponível no mercado.
Indicador atinge maior valor desde junho de 2025
Nesse ambiente de oferta limitada e negociações seletivas, o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em oito dias, acumulou alta de 3,31% entre 30 de abril e 29 de maio. Com isso, o indicador encerrou o período cotado a R$ 4,2793 por libra-peso.
Segundo o Cepea, esse é o maior valor nominal registrado desde 16 de junho de 2025, quando a cotação havia atingido R$ 4,3643 por libra-peso. A evolução dos preços reforça o movimento de valorização observado desde o início do ano, sustentado principalmente pela menor disponibilidade de produto da safra anterior no mercado interno.
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