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Risco de El Niño forte cresce para o segundo semestre

Fenômeno deve começar oficialmente em junho e pode provocar mais chuva no Sul, seca no Norte e ondas de calor no Brasil

Risco de El Niño forte cresce para o segundo semestre
Imagem mostra áreas do Pacífico Equatorial com temperaturas acima da média durante o El Niño de 2023. Foto: NASA
Foto do autor Jair Reinaldo
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O risco de um El Niño forte a muito forte em 2026 está aumentando, segundo nova análise divulgada pela Climatempo. A empresa de meteorologia afirma que não há mais dúvidas sobre a formação do fenômeno ainda neste primeiro semestre, com início oficial previsto para junho.

De acordo com a Climatempo, o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial já atingiu o patamar mínimo necessário para caracterizar o El Niño. Em meados de maio, a temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4 ficou 0,5°C acima da média, indicador monitorado internacionalmente para identificar o fenômeno.

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As projeções climáticas apontam que o aquecimento deve se intensificar até setembro, aumentando a possibilidade de um evento de forte intensidade e até mesmo de um chamado “super El Niño”, embora ainda exista incerteza sobre esse cenário extremo.

O que muda no clima do Brasil?

O El Niño é um fenômeno oceânico-atmosférico que altera padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta. No Brasil, seus efeitos costumam ser sentidos principalmente no Sul, com aumento das chuvas e maior risco de temporais.

Segundo análise da Climatempo, um El Niño forte também eleva significativamente o risco de ondas de calor durante a primavera e o verão em boa parte do país. Já no Norte e no Nordeste, o fenômeno tende a reduzir o volume de chuvas, aumentando a preocupação com seca e impactos sobre reservatórios, pastagens e lavouras.

Para o agronegócio, o cenário exige atenção redobrada no planejamento da próxima safra. No Paraná e nos estados do Sul, o aumento da chuva pode beneficiar algumas culturas em determinados períodos, mas também amplia o risco de excesso de umidade, dificuldades na colheita, erosão e doenças fúngicas.

Já nas regiões Norte e Nordeste, a possibilidade de redução das chuvas pode comprometer produtividade agrícola, disponibilidade hídrica e desenvolvimento das pastagens.

Oceanos mais quentes aumentam preocupação

Outro fator que preocupa meteorologistas é o aquecimento acima do normal em outros oceanos do planeta. Segundo a Climatempo, esse excesso de energia térmica nos mares pode potencializar eventos extremos em diferentes regiões do mundo ao longo de 2026.

A empresa ressalta que cada episódio de El Niño possui características próprias. Apesar das comparações com eventos fortes registrados nos ciclos 2015/2016 e 2023/2024, ainda não é possível prever exatamente quais áreas poderão sofrer mais com secas, enchentes ou incêndios florestais.

Mesmo assim, os especialistas reforçam que os impactos climáticos já devem começar a ser percebidos no Brasil durante o segundo semestre.

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Editor RuralNews
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