O mercado internacional do milho mantém uma trajetória consistente de valorização nas plataformas globais de comércio. Após registrar ganhos expressivos entre 15 e 16 pontos na sessão anterior, os contratos futuros do cereal operam com nova tração positiva na Bolsa de Chicago (CBOT). Segundo dados consolidados pelo boletim da Granoeste Corretora, na manhã desta terça-feira (7), o vencimento setembro registrava alta de um a dois pontos, trabalhando no patamar de US$ 4,39 por bushel, impulsionado pelo desenho climático global e por uma demanda física mais ativa.
Os analistas da Granoeste Corretora destacam que o principal vetor de sustentação para as cotações internacionais é o padrão climático excessivamente quente e seco registrado simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa. Em ambas as geografias produtoras, os canaviais e lavouras de grãos estão ingressando na janela de floração e polinização, fase considerada a mais sensível para a determinação do potencial de rendimento biológico e da produtividade final por hectare.
USDA aponta estabilidade nas lavouras americanas, mas índices são inferiores a 2025
O relatório semanal de progresso de safras divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou estabilidade nas condições de campo, embora em níveis qualitativos inferiores aos registrados no mesmo período do ciclo passado. Atualmente, 67% das áreas de milho em solo norte-americano estão classificadas em condições boas ou excelentes, 25% em situação regular e 8% avaliadas como ruins ou péssimas — repetindo os exatos percentuais da semana anterior. Contudo, no mesmo ponto da temporada de 2025, o quadro era consideravelmente mais favorável, com 74% das lavouras nas categorias boas/excelentes.
No detalhamento do desenvolvimento fenológico das plantas em território norte-americano, o órgão oficial indica que:
DDG de milho ganha espaço e amplia mercado em Mato Grosso
Milho abre a semana com ganhos expressivos no mercado
Floração: 16% das lavouras americanas ingressaram no estágio de pendoamento/floração, ligeiramente atrás dos 17% registrados em igual período do ano passado;
Enchimento de grãos: 3% das áreas monitoradas já alcançaram a fase inicial de formação e enchimento dos grãos, igualando o índice estatístico observado em 2025.
O cenário no Brasil: Avanço da safrinha dita o ritmo dos preços físicos e da B3
No cenário macroeconômico interno, o mercado cambial opera em leve viés de baixa nesta manhã, com o dólar comercial cotado na linha de R$ 5,13, após encerrar a sessão anterior estabelecido em R$ 5,132. Na bolsa de mercadorias brasileira (B3), os contratos futuros do milho operam em estabilidade e ajustes finos nas posições mais curtas: o vencimento julho trabalha precificado a R$ 64,90 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 64,91), enquanto o contrato setembro avança sutilmente para R$ 68,40 por saca (contra R$ 68,35 da sessão prévia).
No ambiente físico das regiões produtoras, o ritmo dos negócios domésticos segue cadenciado e lento. O mercado absorve a intensificação dos trabalhos de colheita da safrinha de inverno, fator que eleva a pressão sazonal de oferta e acelera a entrada física de volumes expressivos de grãos nas estruturas de armazenagem do Centro-Sul.
Em termos de referências comerciais para o balcão físico, as indicações nominais de compra na região oeste do Paraná flutuam de forma consolidada entre R$ 58,00 e R$ 61,00 por saca. Para os lotes direcionados à exportação no Porto de Paranaguá, os preços indicados posicionam-se na faixa de R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca. As variações de preços dependem estritamente do prazo contratual para a liquidação financeira, da localização geográfica exata do lote no interior e do cronograma estipulado para o embarque logístico.
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