O mercado de milho abriu a semana registrando um forte fôlego comprador e valorizações expressivas nas principais bolsas de commodities. De acordo com o relatório financeiro divulgado na manhã desta segunda-feira pela Granoeste Corretora, os contratos futuros do cereal operam com ganhos consolidados no ambiente internacional, puxados pelo vencimento de setembro, que registrou uma alta de 12 pontos para atingir o patamar de US$ 4,35 por bushel. O movimento dá sequência à tendência de recuperação ensaiada no último pregão, quando as posições de curto prazo já haviam encerrado com leve alta.
Os analistas de mercado da Granoeste Corretora apontam que o principal vetor de sustentação para essa arrancada nos preços é o fator climático no Hemisfério Norte. Fortes ondas de calor começam a pairar sobre importantes regiões produtoras do Meio-Oeste dos Estados Unidos. Embora agências internacionais de notícias como a Reuters destaquem que as áreas de cultivo ainda não foram afetadas de forma severa, os fundos de investimento e os agentes de mercado já se posicionam de forma defensiva, antecipando os possíveis impactos que os próximos mapas meteorológicos de curto e médio prazo trarão para o potencial produtivo americano. Em resposta a esse cenário externo e com o câmbio operando em leve alta a R$ 5,17 (frente ao fechamento anterior de R$ 5,168), a Bolsa brasileira (B3/BMF) acompanhou o ritmo: o vencimento de julho subiu para R$ 64,75 (ante R$ 64,40 do fechamento anterior) e a posição de setembro avançou para R$ 67,55 (contra R$ 67,00 anteriores).
O panorama da colheita e os preços no Brasil
No cenário brasileiro, as atenções dividem-se entre os reflexos externos e o andamento dos trabalhos de campo, conforme aponta o banco de dados da Granoeste Corretora. Levantamentos da agência Safras Mercado indicam que a colheita de milho na porção Centro-Sul do país atingiu 15,6% da área total. O índice exibe um ritmo ligeiramente mais lento quando comparado aos 16,7% registrados no mesmo período do ano passado e fica atrás da média histórica para esta época, que é de 21,3%. A colheita por estado mostra Mato Grosso na liderança com 27,9%, seguido pelo Paraná com 6,2%, Mato Grosso do Sul com 5,5%, Goiás com 3,3% e Minas Gerais com 1,1% das áreas colhidas.
Por outro lado, indicadores regionalizados trazem números ainda mais acelerados para o principal estado produtor do país. Dados oficiais do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) revelam que a colheita do milho safrinha em Mato Grosso deu um salto robusto, atingindo 44,2% das lavouras, um avanço expressivo frente aos 32,4% da semana anterior e superior aos 40,2% consolidados na mesma data do ano passado.
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No mercado físico disponível, essa conjuntura de Chicago em alta e colheita em andamento baliza as indicações de compra no oeste do Paraná na faixa entre R$ 58,00 e R$ 61,00 por saca. Já nas posições portuárias, as ofertas de compra no Porto de Paranaguá situam-se no intervalo de R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca de 60 kg, com os valores finais dependendo diretamente do prazo de pagamento negociado e da localização exata do lote no interior do país.
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