O custo do frete segue sendo o principal fator de diferença nos preços do trigo em Santa Catarina, mesmo diante de relativa estabilidade nas demais origens do cereal negociadas no mercado do Sul do país.
Segundo a TF Agroeconômica, o trigo catarinense é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em até 30 dias. No Paraná, as ofertas recuaram para uma faixa entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada no Sudoeste do estado. Já no Rio Grande do Sul, o trigo branqueador varia entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada.
Os custos logísticos ajudam a explicar parte dessas diferenças. O frete até os moinhos catarinenses chega a R$ 150 por tonelada no produto local e a R$ 170 por tonelada no trigo vindo do Paraná, enquanto o cereal gaúcho apresenta custo de transporte menor, em torno de R$ 80 por tonelada.
Mercado regional mostra firmeza
De acordo com a análise da TF Agroeconômica, o comportamento do mercado indica maior firmeza regional na formação dos preços, mesmo com parte da oferta ainda disponível.
No mercado de balcão, os preços pagos ao produtor apresentaram comportamento misto nas principais regiões catarinenses. As cotações permaneceram estáveis em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, enquanto Rio do Sul e São Miguel do Oeste registraram alta.
Em São Miguel do Oeste, por exemplo, o preço ao produtor chegou a R$ 68 por saca, um dos maiores patamares observados no levantamento.
Segundo o boletim, o mercado catarinense demonstra resiliência, com ajustes pontuais conforme a demanda local e as condições regionais de comercialização.
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