O aumento da demanda global por farelo de soja impulsionou o mercado do derivado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. De acordo com a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a acirrada disputa pelo subproduto entre indústrias domésticas e importadores internacionais resultou na elevação dos prêmios de exportação e das cotações na modalidade FOB (Free on Board), com reflexo direto na valorização dos preços praticados no mercado físico brasileiro.
A valorização do farelo atuou como um importante suporte para sustentar os preços da soja em grão no ambiente interno. Contudo, pesquisadores apontam que a tendência de aumento na oferta mundial do grão serviu como um limitador, impedindo que os preços da oleaginosa registrassem ganhos ainda mais expressivos no encerramento deste ciclo de julho de 2026.
As perspectivas de crescimento contínuo do consumo internacional pelo farelo dão sustentação a este cenário de firmeza nas cotações. Embora a Argentina se mantenha na liderança global das exportações de derivados de soja, projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) consolidam o avanço estratégico e o ganho de participação de mercado nos embarques de farelo por parte do Brasil e dos Estados Unidos.
