Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a trabalhar no patamar de US$ 12,00 por bushel nesta quinta-feira (16). De acordo com boletim de mercado divulgado pela Granoeste Corretora, a posição com vencimento em agosto operava em leve baixa de 2 pontos na sessão matinal, após registrar uma alta consistente de 9 a 11 centavos no dia anterior nos primeiros vencimentos.
O suporte para as cotações em Chicago vem diretamente dos Estados Unidos. A Granoeste destaca que a forte demanda interna e o aumento das incertezas sobre o comportamento do clima na fase decisiva de desenvolvimento das lavouras americanas têm estimulado a compra de posições tanto na bolsa quanto no mercado físico.
A força da demanda doméstica nos EUA é ilustrada pelo volume de esmagamento da indústria do país em junho, que superou as expectativas do mercado ao atingir 5,83 milhões de toneladas. Mesmo com esse ritmo acelerado de processamento da oleaginosa, os estoques norte-americanos de óleo de soja encontram-se mais baixos.
Retenção no Brasil: Produtor segura o grão de olho no clima e na entressafra
No cenário brasileiro, o mercado físico doméstico segue travado e com ofertas bastante limitadas, conforme aponta o relatório da Granoeste Corretora. Os produtores nacionais estão olhando para frente e evitam vender grandes lotes agora, pois enxergam espaço para valorizações mais expressivas nos próximos meses.
Chicago opera em leve alta enquanto mercado avalia mapas de calor
Plantio de soja em MS começa em setembro sob alerta de El Niño
Essa postura conservadora do produtor é sustentada por três fundamentos principais:
Risco climático nos EUA: O desenvolvimento da safra americana entra em fase crítica para a definição do rendimento das lavouras.
Clima no Hemisfério Sul: Há perspectivas de atraso na chegada das chuvas para a próxima safra do Brasil, principalmente na Região Centro-Oeste, devido à intensificação do fenômeno climático El Niño.
Entressafra nacional: A proximidade do período de entressafra no Brasil costuma gerar escassez localizada de oferta, elevando a disputa pelo grão remanescente.
No mercado de exportação, os prêmios nos portos brasileiros mantêm-se firmes. No mercado físico imediato (spot), as indicações de prêmio estão na faixa de 95 a 105 pontos acima de Chicago. Para embarque em agosto, os valores variam de 100 a 110 pontos e, para setembro, sobem para a faixa de 120 a 130 pontos.
Nas praças de comercialização do Sul do país, as referências de compra para a soja no oeste do Paraná oscilam entre R$ 131,00 e R$ 135,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as indicações variam de R$ 143,00 a R$ 146,00. As variações de preço dependem das condições e prazos de pagamento acordados, além do local de retirada e da janela de embarque programada pelo comprador.
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