O mercado futuro de milho iniciou as operações desta segunda-feira em forte ritmo de queda, devolvendo parte dos ganhos acumulados ao longo dos últimos dias. De acordo com o levantamento da Granoeste Corretora, a posição com vencimento para setembro operava com perda de 13 pontos na Bolsa de Chicago (CBOT), cotada a US$ 4,51 por bushel (recuo de 2,8%). O movimento reverte a tendência registrada na semana anterior, quando o cereal encerrou em alta acumulada de 4,5%.
O alívio nas cotações reflete um ambiente de pressão generalizada sobre a maior parte das commodities agrícolas, como o trigo e a soja, acompanhando o forte recuo do petróleo. A Granoeste Corretora destaca que a pausa temporária nos conflitos no Oriente Médio, combinada às previsões de clima mais ameno e chuvas para a faixa de cultivo do Meio-Oeste dos Estados Unidos, reduziu os temores sobre a oferta global e acelerou as vendas no mercado futuro.
Com vendedores retraídos, preços do milho sobem no mercado brasileiro
Colheita da 2ª safra de milho atinge 29% no Paraná sob baixo risco de geadas
Refletindo o ambiente externo negativo e a pressão da colheita, os contratos futuros negociados na B3 também abriram o dia desvalorizados. O vencimento para setembro caiu para R$ 69,65 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 70,58), enquanto o contrato para novembro registrou R$ 73,90 por saca (ante R$ 74,90 da sessão anterior).
Mercado Interno: Ritmo da colheita no Centro-Sul e cotações no Paraná
No cenário brasileiro, o avanço do trabalho nas lavouras segue aumentando gradativamente a oferta disponível no mercado. Segundo dados do levantamento de Safras Mercado compilados pela Granoeste Corretora, a colheita da segunda safra na região Centro-Sul do país atingiu 44,1% da área total. O índice atual está abaixo do apurado em igual período do ano passado (49,2%) e da média histórica dos últimos anos (54,7%).
O ritmo dos trabalhos no campo apresenta as seguintes marcas pelos estados:
Mato Grosso: Lidera o ritmo nacional, com 68,4% da área colhida segundo Safras Mercado. Já os dados do Imea apontam ritmo ainda mais acelerado na média estadual, atingindo 90,6% (contra 78,9% da semana anterior e média histórica de 90,3%);
Paraná: Apresenta 30,9% de área colhida;
Mato Grosso do Sul: Registra 23,0% do trabalho concluído;
Goiás: Chega a 20,1% da colheita;
São Paulo e Minas Gerais: Registram 10,8% e 8,7% da área recolhida, respectivamente.
Nas praças físicas do oeste do Paraná, as indicações de compra operam na faixa de R$ 58,00 a R$ 62,00 por saca. No Porto de Paranaguá, os valores balizadores sobem para o intervalo entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca, variando de acordo com os prazos de pagamento acordados e com a localização e logística do lote no interior. No câmbio, o dólar operava em leve alta, cotado a R$ 5,09 (após fechar em R$ 5,083 na sessão anterior).
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