Filtre notícias por regiões: Nacional | Paraná | Goiás | São Paulo | Rio Grande do Sul | Mato Grosso | Mato Grosso do Sul | Minas Gerais | Nordeste |
NOTÍCIAS DO AGRO > nacional > tabaco

Combate ao contrabando é destaque em reunião da Assembleia Legislativa

Subcomissão da Assembleia debate estratégias para combater contrabando de cigarros e falta de regulamentação dos dispositivos eletrônicos de fumar

Combate ao contrabando é destaque em reunião da Assembleia Legislativa
Reunião da Subcomissão destaca impactos do mercado ilegal de cigarros e medidas para proteger produtores. Foto: SindiTabaco / Divulgação
Foto do autor Francieli Galo
Publicado em:

A Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP 11, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, promoveu uma reunião de trabalho para debater o combate ao contrabando e as ações de órgãos de controle e forças de segurança. O evento, híbrido, presencial e online, integrou o plano de ação do deputado estadual Marcus Vinicius e aconteceu na Sala de Convergências da Assembleia Legislativa.

Durante o encontro, a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Brigada Militar, Ministério Público Estadual e Secretaria da Fazenda, por meio da Receita Estadual, apresentaram ações para reduzir o contrabando, a falsificação, o roubo de cargas, o descaminho, o comércio ilegal e a fabricação clandestina de cigarros. Além disso, os órgãos detalharam estratégias de prevenção e fiscalização para minimizar os impactos do mercado ilegal.

Presença de autoridades e entidades do setor

O secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, os deputados Pedro Pereira, Elton Weber e Kelly Moraes e representantes do SindiTabaco, Amprotabaco, Stifa, Fentitabaco, Afubra e Fiergs participaram do encontro. Além disso, prefeitos, vereadores, produtores e lideranças regionais marcaram presença.

O deputado Marcus Vinicius afirmou que os números mostram aumento do contrabando e destacou que o setor econômico legal gera emprego e renda e envolve famílias produtoras. Por outro lado, ele alertou que o contrabandista concorre com os produtores, opera sem normas trabalhistas ou cuidados ambientais e oferece produtos a baixo custo.

O secretário Edivilson Brum reforçou que o tabaco mantém a renda das famílias e gera impostos aplicados em serviços públicos. Ele acrescentou que o governo apoia a produção e que não se combate o tabagismo eliminando o produtor. Além disso, destacou que o tabaco protege regiões onde outras culturas sofreram problemas climáticos.

Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco, ressaltou que o contrabando prejudica empregos, renda e arrecadação tributária. Ele ainda explicou que o mercado ilegal gera perdas bilionárias e que o Brasil fica atrás de países como Índia, Zimbabwe, Malawi, Tanzânia e Bangladesh, onde os governos incentivam a produção.

Alta carga tributária agrava o problema

Bruno Mello, da Abifumo, mostrou que o contrabando representa 32% dos cigarros comercializados e movimenta R$ 34 bilhões por ano. Além disso, ele explicou que, em 12 anos, a evasão fiscal chegou a R$ 105 bilhões. Consequentemente, só em 2024, as perdas chegaram a R$ 9 bilhões.

Ele destacou que a tributação brasileira é um entrave para a indústria legal. Enquanto os cigarros paraguaios têm 13% de imposto, os brasileiros enfrentam entre 70% e 90%. Essa diferença de preços incentiva a produção clandestina e fortalece o crime organizado. Dessa forma, a indústria legal que gera milhares de empregos sofre concorrência desleal.

Comentários

Newsletter

Receba resumos de notícias diários

Buscar no site

Publicidade

Leia também


Fala, agro!

Publicidade

Mais lidas

Publicidade
Banner publicitário