Exportações de soja avançam e geadas afetam milho no PR
Complexo soja elevou faturamento das exportações paranaenses, enquanto geadas provocaram piora pontual nas lavouras de milho
A soja voltou a liderar o desempenho do agronegócio paranaense no comércio exterior no primeiro quadrimestre de 2026, enquanto o milho segunda safra passou a exigir maior atenção dos produtores após os primeiros impactos das geadas no estado.
Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
Segundo o levantamento, o complexo soja — formado por grão, farelo e óleo — somou mais de 5,3 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e abril, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025.
O avanço nas exportações impulsionou o faturamento do Paraná para US$ 2,3 bilhões, alta de 10,6% na comparação anual.
A China permaneceu como principal destino da soja paranaense, absorvendo 59% de todo o volume exportado pelo estado.
Milho sente impacto das geadas
Enquanto a soja sustentou o desempenho da balança comercial, o milho segunda safra passou a apresentar sinais de atenção no campo.
De acordo com o Deral, as primeiras geadas registradas no Paraná provocaram danos pontuais em áreas produtoras, principalmente na região Sul do estado.
O percentual de lavouras classificadas em boas condições caiu de 84% para 82%. Já as áreas consideradas regulares subiram para 13%, enquanto as classificadas como ruins avançaram de 4% para 5%.
Apesar da piora nos indicadores, o órgão avalia que ainda não há perdas significativas no contexto geral da safra estadual.
Norte e Oeste sustentam potencial produtivo
Segundo o Deral, a maior parte da produção de milho está concentrada nas regiões Norte e Oeste do Paraná, onde os efeitos das geadas foram menos intensos.
A região Norte concentra cerca de 35,7% da área cultivada no estado, somando pouco mais de 1 milhão de hectares. Já a região Oeste possui aproximadamente 933 mil hectares destinados ao cereal.
A avaliação técnica é de que o comportamento climático nas próximas semanas será decisivo para consolidar o potencial produtivo da segunda safra paranaense.
