A ampliação da articulação institucional e política dos municípios produtores de tabaco pautou a assembleia geral da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), realizada na terça-feira, em Brasília. O encontro reuniu prefeitos, vereadores, trabalhadores rurais e parlamentares do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para traçar estratégias frente aos desafios econômicos, climáticos e regulatórios que afetam a atividade.
O vice-presidente regional da Faesc, Francisco Eraldo Konkol, defendeu no encontro um maior reconhecimento do impacto econômico da cultura. Produtor e representante da CNA/Faesc no Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro), Konkol pontuou que a atividade é decisiva para gerar renda a pequenos produtores, além de financiar e sustentar outras culturas dentro das propriedades.
Ao cobrar menos entraves à produção, o dirigente destacou que o setor é organizado e não necessita de auxílio governamental, mas sim de ambiente político favorável. "Se houver vontade política para reduzir carga tributária e outros obstáculos, poderemos ser mais competitivos e remunerar melhor os produtores", afirmou. Atualmente, a Amprotabaco representa 528 municípios na região Sul. Para fortalecer a representação, a entidade quer integrar formalmente as câmaras de vereadores na estrutura de mobilização da associação.
Mobilização no congresso e impacto social
Além da assembleia, Konkol participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, promovida pelo deputado Heitor Schuch, para debater os riscos enfrentados pelo setor. No Congresso, o debate focou na necessidade de equilibrar as políticas de saúde pública com a realidade econômica e social das milhares de famílias que dependem do cultivo.
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Lideranças setoriais enfatizaram que os produtores necessitam de segurança jurídica e previsibilidade para dar continuidade ao trabalho. Por se tratar de uma cadeia de expressiva relevância para o desenvolvimento de comunidades rurais do Sul do país, o setor defendeu que qualquer medida regulatória futura seja construída com base no diálogo e sem prejuízos à sustentabilidade financeira do campo.
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