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Soja perde força em Chicago e trava negociações no Brasil

Queda das cotações internacionais, valorização do real e expectativa de safra favorável nos Estados Unidos mantêm o mercado da soja com negociações lentas no Brasil

Soja perde força em Chicago e trava negociações no Brasil
Mercado da soja enfrenta pressão das cotações internacionais e ritmo lento de negociações no Brasil.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora, o mercado da soja iniciou a semana sob pressão na Bolsa de Chicago. Na manhã desta segunda-feira, o contrato julho era negociado a US$ 11,03 por bushel, com queda de 10 pontos. Na semana passada, as cotações recuaram 1%, ampliando para cerca de 7% as perdas acumuladas desde o fim de maio.

O movimento coloca o mercado no pior momento do ano. Em comparação com os níveis registrados em meados de maio, quando a commodity atingiu suas máximas recentes, as desvalorizações já se aproximam de 10%.

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Safra dos Estados Unidos pressiona mercado internacional

De acordo com a Granoeste Corretora, a pressão sobre os preços está relacionada principalmente ao bom desenvolvimento da safra norte-americana. Além disso, o mercado acompanha o menor interesse da China pela soja dos Estados Unidos e a queda das cotações do petróleo.

Outro fator monitorado pelos investidores é o cenário geopolítico. Irã e Estados Unidos divulgaram comunicados indicando avanços nas negociações para encerrar o conflito entre os países, o que contribuiu para reduzir as tensões nos mercados internacionais.

As atenções também se voltam para o relatório que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trazendo atualizações sobre as condições das lavouras e os estágios de desenvolvimento da safra norte-americana. A expectativa do mercado permanece favorável ao desempenho das plantações.

Mercado brasileiro tem poucos negócios

No Brasil, o mercado segue lento e com negociações pontuais. Conforme destaca a Granoeste Corretora, parte das perdas registradas em Chicago foi compensada pelo avanço dos prêmios de exportação.

Ao mesmo tempo, a taxa de câmbio voltou a recuar. Após se aproximar de R$ 5,20 há menos de dez dias, o dólar voltou a perder força e se aproxima da faixa de R$ 5,00, limitando a competitividade da soja brasileira.

Os prêmios nos portos são indicados entre 85 e 95 centavos de dólar por bushel para o mercado disponível. Para agosto, variam entre 95 e 105 centavos, enquanto para setembro as indicações ficam entre 110 e 130 centavos.

No Oeste do Paraná, as indicações de compra estão entre R$ 121,00 e R$ 124,00 por saca. Em Paranaguá, os preços variam entre R$ 131,00 e R$ 133,00 por saca, dependendo dos prazos de pagamento, local de entrega e período de embarque.

Indústrias ampliam participação nas compras

Apesar do ritmo reduzido dos negócios, a Granoeste Corretora observa uma atuação mais intensa das indústrias no mercado interno. Em determinados momentos, os compradores chegam a oferecer valores acima da paridade de exportação, criando oportunidades pontuais para os produtores que ainda possuem soja disponível para comercialização.

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