Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a agroindústria nacional registrou um crescimento contínuo no esmagamento de grãos no primeiro de cinco meses do ano. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o volume total de soja processado no País alcançou 23,363 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho positivo do setor industrial reflete no ajuste das estimativas para o encerramento do ciclo de 2026. A projeção para o esmagamento anual de soja foi elevada em 0,5%, devendo atingir a marca de 63,3 milhões de toneladas. Em maio, o processamento mensal somou 5,23 milhões de toneladas, avanço de 2,7% frente a abril e alta de 5,4% em relação a maio de 2025.
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Produção recorde e expansão das exportações do grão
Apoiada nas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a ABIOVE revisou a produção brasileira de soja em grão para 180,57 milhões de toneladas em 2026, uma elevação de 0,2% frente ao relatório anterior. A abundância da oferta no campo tem garantido o abastecimento contínuo das usinas de processamento e mantido a competitividade do produto no mercado internacional.
No comércio exterior, o volume de exportação de soja em grão foi revisado para cima em 1,1%, atingindo a projeção de 115,4 milhões de toneladas. Já a necessidade de importação do grão permaneceu estável, estimada em 900 mil toneladas. Diante do ritmo intenso das vendas externas e do esmagamento, a expectativa para o estoque final de soja foi ajustada para 6,583 milhões de toneladas.
De acordo com o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, Daniel Furlan Amaral, a leitura dos números demonstra a força competitiva do agronegócio nacional.
"Mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência. A expansão do processamento, somada ao ritmo consistente das exportações, confirma o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo da soja", destaca Amaral.
Derivados ganham força com avanço no óleo e consumo de farelo
As estimativas para os subprodutos da soja acompanharam a trajetória de alta da matéria-prima. A produção de óleo de soja foi ajustada para 12,75 milhões de toneladas (alta de 0,8%), avanço puxado pela demanda por biocombustíveis e alimentos. Com a maior disponibilidade, o volume exportado de óleo subiu 3%, projetado em 1,7 milhão de toneladas, enquanto o consumo interno foi reestimado em 11,0 milhões de toneladas (elevação de 0,5%). Na cadeia do farelo de soja, a produção projetada subiu 0,2%, alcançando 48,7 milhões de toneladas. O mercado interno de farelo — essencial para a nutrição das cadeias de proteína animal — deve absorver 21,4 milhões de toneladas (alta de 1,9%). As exportações do derivado passaram por um ajuste marginal de -0,2%, fixando-se em 24,9 milhões de toneladas.
A força da agroindústria do complexo soja na Região Sul, com papel relevante do estado do Paraná no parque processador e nas exportações via Porto de Paranaguá, consolida-se como um pilar de sustentação para a agregação de valor da safra nacional e para o escoamento eficiente de derivados para o mercado global.
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