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Negócios aquecidos sustentam preços da soja no Brasil

Compras de exportadores e indústrias impulsionam negociações, enquanto safra global recorde limita altas mais intensas nos preços

Negócios aquecidos sustentam preços da soja no Brasil
Demanda interna e externa mantém mercado da soja aquecido, mesmo diante da expectativa de oferta global recorde.
Foto do autor Cássia Lombardi
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As negociações envolvendo a soja seguem em ritmo intenso no mercado brasileiro, impulsionadas tanto pela demanda internacional quanto pelo aumento das compras realizadas pelas indústrias nacionais. O movimento tem contribuído para sustentar as cotações da oleaginosa, que também ganham competitividade com a desvalorização do real frente ao dólar.

Demanda interna e externa impulsiona mercado

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o interesse de compradores externos continua favorecendo os negócios no país. Ao mesmo tempo, as indústrias brasileiras intensificaram as aquisições nos últimos dias, ampliando a movimentação do mercado.

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Outro fator que tem favorecido a soja nacional é o câmbio. A depreciação da moeda brasileira aumenta a competitividade do produto nos embarques internacionais, fortalecendo a procura pela oleaginosa produzida no país.

Oferta global recorde limita valorização

Apesar da demanda aquecida, a ampla disponibilidade de soja no mercado mundial tem impedido altas mais expressivas nos preços.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua projeção para a produção global da safra 2025/26, estimando um volume recorde de 429,2 milhões de toneladas. O resultado representa crescimento de 0,4% em relação à previsão anterior e avanço de 0,3% na comparação com a temporada passada.

Brasil mantém liderança nas exportações

Mesmo diante do cenário de grande oferta mundial, o Brasil segue como principal protagonista do mercado internacional da soja.

Segundo o USDA, a safra brasileira deverá alcançar 180 milhões de toneladas em 2025/26, volume muito próximo da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, outro importante produtor global, a estimativa foi revisada para 50 milhões de toneladas, alta de 4,2% em relação à projeção divulgada em maio, embora ainda fique 2,2% abaixo da produção registrada na safra anterior.

País deve liderar embarques mundiais

As projeções também indicam que o Brasil continuará ocupando a liderança nas exportações globais de soja. Para a safra 2025/26, o USDA estima embarques de 115 milhões de toneladas entre outubro de 2025 e setembro de 2026.

A expectativa reforça a posição estratégica do país no abastecimento do mercado mundial e evidencia a força da produção brasileira mesmo em um ambiente de oferta global crescente.

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