A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), em parceria com importantes entidades do agronegócio, lançou nesta terça-feira (14) uma cartilha focada na segurança e no uso correto de drones de pulverização. O material didático busca fornecer informações atualizadas sobre a legislação que regulamenta esses equipamentos e desmistificar informações incorretas associadas à tecnologia no campo.
A publicação foi desenvolvida em coautoria com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), a CropLife Brasil (CLB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
Tecnologia aliada da produtividade e sustentabilidade
Durante o lançamento, o diretor da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, ressaltou o papel de liderança do país na adoção de boas práticas agrícolas e inovações tropicais. Para ele, a rápida adesão aos drones reflete a capacidade do produtor brasileiro de incorporar ferramentas de ponta para garantir uma produção sustentável e de alta produtividade.
Os drones de pulverização consolidaram-se como aliados estratégicos, especialmente para pequenas e médias propriedades. Dados históricos do Censo Agropecuário de 2017 já apontavam que propriedades de até 100 hectares utilizavam a ferramenta, com destaque para a região Nordeste, onde 45,3% dos estabelecimentos rurais que adotavam veículos aéreos não tripulados os aplicavam na rotina produtiva.
Cartilha traz regras e boas práticas para uso de drones no campo
Uso de drones na agricultura ganha novas diretrizes técnicas e legais
Regulação e impacto econômico no campo
Representantes do setor aeroagrícola e de defesa vegetal participaram da cerimônia de lançamento, realizada na sede do Instituto Pensar Agro (IPA). A chefe da Divisão Regional de Fiscalização de Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Uéllen Colatto, elogiou o esforço de sensibilização para trazer os novos proprietários desses equipamentos para o ambiente regulado.
O impacto da aviação agrícola na economia é expressivo. Segundo o diretor do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, cerca de 49% dos dez produtos mais exportados pelo Brasil, incluindo a soja, contam com o suporte de aplicações aéreas. Ele destacou o exemplo de Mato Grosso, líder na produção de soja, que possui a maior frota aeroagrícola regional do planeta, com 813 aeronaves de grande porte. De acordo com Oliveira, enquanto um avião agrícola cobre 250 hectares por hora, os drones modernos já atingiram uma capacidade de trabalho que compete diretamente com os aplicadores terrestres.
Foco na prevenção de multas e uso responsável
Um dos autores do material, o consultor técnico da Aprosoja Brasil, Leonardo Minaré, explicou que a demanda partiu dos próprios diretores da associação, preocupados com a necessidade de orientar os produtores sobre as regras vigentes e evitar passivos legais. O objetivo da cartilha é permitir a expansão segura da tecnologia, alertando inclusive sobre as penalidades e multas previstas para quem descumprir as normas de aplicação.
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