Milho recua em Chicago e safrinha pressiona mercado
Avanço da safrinha e queda em Chicago mantêm mercado acomodado e pressionam preços do cereal no Brasil.
O mercado do milho opera em queda nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago, em um cenário de mercado mais acomodado tanto no exterior quanto no Brasil. Segundo análise da Granoeste Corretora, os investidores acompanham a melhora parcial do fluxo logístico no Oriente Médio e o avanço da colheita da safrinha brasileira.
O contrato julho recuava cerca de 5 pontos durante a manhã, cotado a US$ 4,70 por bushel. No pregão anterior, os preços chegaram a trabalhar em alta, mas perderam força ao longo do dia e encerraram com pequenas perdas.
Na B3, o contrato julho operava próximo de R$ 67,00 por saca, enquanto setembro trabalhava em torno de R$ 69,60.
Segundo a corretora, o mercado vê uma certa distensão no conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, fator que trouxe melhora parcial ao fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz e ajudou a reduzir parte da tensão internacional.
Plantio nos EUA avança
Nos Estados Unidos, o plantio da nova safra de milho alcançou 76% da área prevista, índice igual ao registrado no mesmo período do ano passado. O clima segue sendo acompanhado pelo mercado, mas sem provocar grandes movimentos nas cotações até o momento.
Safrinha avança no Brasil
No Brasil, as primeiras áreas da safrinha começam a chegar ao mercado, especialmente nas regiões produtoras do Centro-Sul.
De acordo com a Granoeste, o avanço da colheita ainda enfrenta dificuldades provocadas pelo tempo chuvoso e pelas temperaturas mais baixas, principalmente na porção sul da área cultivada. Mesmo assim, o mercado segue relativamente tranquilo, sem movimentos bruscos nos preços.
Outro fator que permanece no radar é a necessidade de abertura de espaço nos armazéns para a entrada da nova produção.
No oeste do Paraná, as indicações de compra giram entre R$ 60 e R$ 62 por saca. Já em Paranaguá, os preços para a safrinha variam entre R$ 67 e R$ 69 por saca, dependendo do prazo de pagamento e da localização dos lotes. No câmbio, o dólar operava estável próximo de R$ 5,04.
