Milho recua com avanço da safrinha e pressão externa
Avanço da safrinha no Brasil e bom desenvolvimento das lavouras nos EUA pressionam os preços do milho
O mercado do milho voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (22), refletindo a pressão das boas condições das lavouras nos Estados Unidos e o início da entrada da safrinha brasileira no mercado. Segundo análise da Granoeste Corretora, o contrato julho em Chicago trabalhava em US$ 4,65 por bushel durante a manhã, com leve queda após perdas entre 8 e 9 cents nos vencimentos mais próximos no pregão anterior.
Além do cenário favorável para a safra norte-americana, o mercado também acompanha a queda do petróleo, a valorização do dólar e a expectativa de melhora no fluxo de navios pelo estreito de Ormuz, fatores que aumentam a pressão sobre as commodities agrícolas.
Na B3, o milho apresentou pouca oscilação. O contrato julho operava em R$ 67,05 por saca, enquanto setembro trabalhava em R$ 69,85.
Safrinha começa a ganhar espaço
No Brasil, as primeiras áreas da segunda safra começam a ser colhidas, ainda em ritmo inicial. O volume retirado do campo está entre 1% e 2%, mas já começa a influenciar o comportamento do mercado.
De acordo com a Granoeste Corretora, o ambiente segue acomodado e sem grandes movimentos nos preços. Parte das unidades armazenadoras ainda trabalha com a finalização da safra de verão e precisa abrir espaço para receber o milho safrinha, cenário que aumenta a atenção do setor para logística e capacidade de armazenagem.
No Paraná, importante produtor nacional de milho, as indicações de compra no oeste do estado variam entre R$ 59 e R$ 61 por saca. Em Paranaguá, os preços para a safrinha giram entre R$ 65 e R$ 67, dependendo do prazo de pagamento e das condições de entrega.
O mercado também acompanha o comportamento do dólar. Nesta quinta-feira, o câmbio operava em leve alta, na faixa de R$ 5,01, após fechamento próximo de R$ 5,00 na sessão anterior.
A movimentação do dólar segue no radar do setor por impactar diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços internos do milho.
