De acordo com boletim de mercado divulgado pela Granoeste Corretora, as cotações do milho operam em campo negativo e registram perdas no mercado futuro internacional. O contrato com vencimento em setembro opera com queda de 3 pontos na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,55 por bushel. O movimento de ajuste ocorre após a sessão anterior ter fechado com valorizações entre 5 e 6 centavos nos vencimentos mais próximos.
A tendência de baixa no exterior refletiu-se nos contratos futuros negociados na B3. O vencimento setembro passou a ser trabalhado em R$ 69,95 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 70,41), enquanto a posição de novembro opera em R$ 74,95 por saca (contra R$ 75,35 da sessão anterior). O mercado de câmbio opera estável, cotado a R$ 5,12.
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Clima adverso atinge safras nos EUA e na Europa
Apesar do recuo nos preços de tela, o quadro fundamental da oferta global do cereal acumula fatores de alerta. Conforme destaca a Granoeste Corretora, as avaliações sobre a safra norte-americana indicam que a onda de calor severa registrada ao longo de julho atingiu as lavouras de milho de forma mais intensa do que as de soja, com consultorias projetando revisões para baixo na produtividade média.
O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou um corte de 4 pontos percentuais na qualidade das lavouras americanas. As áreas classificadas em condição boa ou excelente caíram para 63%, ante 67% na semana anterior e 73% no mesmo período de 2025. Em termos de desenvolvimento fenológico, 78% do milho norte-americano entrou na fase de floração e 25% avançou para a formação de grãos.
Paralelamente, os eventos climáticos adversos no Hemisfério Norte também cortam o potencial produtivo da União Europeia, onde analistas já reportam perdas significativas de rendimento, o que deve forçar o bloco europeu a ampliar a dependência da matéria-prima importada.
Oportunidade de mercado e exportações no Brasil
No cenário nacional, as exportações brasileiras de milho devem superar a marca de 3,0 milhões de toneladas neste mês de julho, superando com folga o volume de 2,43 milhões de toneladas registrado em julho de 2025. A perspectiva das tradings é de que os embarques ganhem forte intensidade a partir de agosto, acelerando o escoamento da safrinha brasileira.
Apesar dos ajustes na B3, o mercado disponível no interior mantém indicações firmes de compra. Na região oeste do Paraná, as cotações de compra para o milho físico rodam na faixa entre R$ 58,00 e R$ 61,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os lances de compra situam-se no intervalo entre R$ 66,00 e R$ 69,00 por saca, variando de acordo com os prazos de pagamento acordados e, no caso das praças do interior, da localização do lote e da logística de carregamento.
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