O mercado da soja inicia a manhã desta terça-feira mantendo o tom negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). De acordo com boletim informativo da corretora Granoeste, o contrato para vencimento em agosto operava em queda de 3 pontos no início do dia, negociado a US$ 12,05 por bushel, estendendo as fortes perdas registradas na sessão anterior, quando as primeiras posições despencaram cerca de 40 pontos (aproximadamente 3,5%).
O movimento vendedor na CBOT continua sendo impulsionado pela previsão de temperaturas mais amenas e pelo aumento da umidade do solo no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Além do fator climático favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a desvalorização do petróleo no mercado internacional adiciona pressão sobre as cotações do óleo de soja e, por extensão, sobre o grão.
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Apesar das quedas recentes, o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma deterioração na condição das lavouras do país. As áreas classificadas entre "boas e excelentes" caíram de 66% para 63%, enquanto 28% estão em situação regular e 9% foram avaliadas como "ruins ou péssimas" — cenário abaixo do registrado na mesma época de 2025, quando 70% das lavouras eram consideradas boas a excelentes. Em termos de desenvolvimento fenológico, 80% das plantas já entraram na fase de floração e 47% encontram-se em formação de vagens, ritmo superior ao observado na safra passada.
Oferta restrita e prêmios sustentam cotações no Brasil
No mercado interno, os preços mostram maior resiliência em virtude de uma postura mais contida por parte do produtor. Segundo a análise da Granoeste, as ofertas permanecem restritas no ambiente doméstico, sustentadas por uma combinação de fatores altistas para o médio prazo. Entre eles, sobressaem-se a fase crítica do desenvolvimento da safra norte-americana (que ainda pode demandar prêmios por risco climático), a possibilidade de atrasos nas chuvas do Centro-Oeste brasileiro devido aos efeitos do El Niño e a aproximação da entressafra local, período que naturalmente reduz a disponibilidade do grão nas praças do interior.
Nos portos brasileiros, os prêmios de exportação no mercado spot oscilam entre 110 e 130 pontos acima de Chicago. Para embarque em setembro, as indicações variam de 140 a 160 pontos, enquanto para outubro situam-se na faixa de 135 a 160 pontos.
No mercado físico do oeste do Paraná, as indicações de compra para a soja oscilam entre R$ 137,00 e R$ 140,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os valores de referência praticados variam de R$ 148,00 a R$ 151,00 por saca, a depender das condições de embarque, do local e do prazo estipulado para os pagamentos.
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