O mercado futuro do milho opera em campo positivo e tenta uma recuperação na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta manhã de terça-feira. Segundo informações do boletim daGranoeste Corretora, o contrato com vencimento para setembro avançava levemente e atingia o patamar de US$ 4,53 por bushel. O movimento busca estancar a forte liquidação registrada na sessão anterior, quando os primeiros vencimentos recuaram entre 12 e 13 pontos.
O mercado internacional do cereal trabalha dividido entre forças opostas. De um lado, a queda acentuada nos preços do petróleo no exterior e a previsão de alívio térmico nas áreas produtoras dos Estados Unidos exercem pressão negativa sobre os contratos. Por outro lado, quebras de safra confirmadas no continente europeu e o desgaste na qualidade do cultivo norte-americano garantem suporte de preços.
Milho opera em forte queda na Bolsa de Chicago e na B3 nesta segunda
Com vendedores retraídos, preços do milho sobem no mercado brasileiro
De acordo com o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o percentual de lavouras avaliadas entre "boas e excelentes" caiu quatro pontos percentuais na última semana, fixando-se em 63%. Do restante da área, 25% foi classificada em condição regular e 12% em situação ruim ou péssima. O quadro geral permanece abaixo da safra de 2025, quando 73% das lavouras ostentavam status bom ou excelente. No desenvolvimento fenológico, 78% do milho norte-americano encontra-se em fase de floração e 25% entrou em estágio de enchimento de grãos.
B3 oscila e colheita da safrinha avança no interior
Na bolsa brasileira (B3), as cotações do milho operam em leve baixa e acompanham o ritmo cadenciado do mercado físico. Conforme destaca a Granoeste, o contrato para setembro é cotado a R$ 69,10 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 69,15), enquanto a posição para novembro atinge R$ 73,20 por saca (contra R$ 73,35 do fechamento anterior). No câmbio, o dólar opera em estabilidade, negociado próximo de R$ 5,11.
No campo, a colheita da segunda safra (safrinha) ganha velocidade no país. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a retirada dos grãos alcançou 58,3% da área semeada no Brasil, superando os 49,8% observados no mesmo período do ano passado, embora ainda figure abaixo da média histórica para a época, que é de 65,9%.
No mercado físico do oeste do Paraná, as indicações de compra do milho variam na faixa de R$ 58,00 a R$ 61,00 por saca. Para o Porto de Paranaguá, as ofertas de compra oscilam de R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca, a depender da localização dos lotes no interior e das prazos de pagamento acordados.
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