Os preços dos fretes rodoviários para o transporte de grãos no Brasil registraram alta em relação a junho de 2025 nas principais rotas acompanhadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O comportamento das tarifas reflete a forte movimentação da safra 2025/26 no primeiro semestre de 2026, período em que as exportações de soja alcançaram 69,5 milhões de toneladas (+7,12%) e os embarques de milho somaram 7,9 milhões de toneladas (+22,13%).
Apesar do avanço no comparativo anual, o indicador mensal do Boletim Logístico da Conab aponta que algumas das principais praças de origem registraram alívio nos preços na comparação com maio. A acomodação do mercado rodoviário foi influenciada por trajetos de menor distância, oscilações no preço do diesel e mudanças no ritmo das entregas de exportação.
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Destaques das Exportações e Logística (1º Semestre de 2026)
Soja: 69,5 milhões de toneladas exportadas (+7,12% vs. 1º sem/2025).
Milho: 7,9 milhões de toneladas exportadas (+22,13% vs. 1º sem/2025).
Participação do Arco Norte: Responsável por 35,4% dos embarques de milho e 39,1% dos de soja no país.
Fertilizantes: Importações somaram 18,31 milhões de toneladas (-5,7% vs. 1º sem/2025).
Panorama por estado: acomodação no Centro-Oeste e altas no Matopiba e Sul
As dinâmicas de preços variaram conforme o estágio de colheita e escoamento em cada região produtora:
Mato Grosso: Em 72% das rotas pesquisadas, os preços recuaram no mês. A demanda interna aquecida por milho e trajetos curtos contiveram os fretes, mesmo com a colheita da segunda safra.
Goiás e Distrito Federal: Registraram recuo ou estabilidade nas tarifas. No DF, os valores caíram até 4% em relação a maio devido à entressafra de grãos e acomodação do combustível.
Mato Grosso do Sul: Manteve preços sustentados e firmes pela continuidade do fluxo de cargas e custos operacionais elevados.
Bahia: Redução de até 7% nos fretes em Luís Eduardo Magalhães com o aumento da oferta de caminhões após o pico de escoamento ocorrido em abril.
Maranhão e Piauí: Registraram elevação nas tarifas em praças como Balsas e Tasso Fragoso, impulsionadas pela demanda final da soja e alta no preço local dos combustíveis.
São Paulo e Paraná: Em São Paulo, os preços variaram de estáveis a levemente positivos. No Paraná, o avanço na colheita do milho safrinha aqueceu a procura por transporte nas regiões produtoras.
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