Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora nesta terça-feira (24), o mercado do milho opera com leves ganhos na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em julho era negociado a US$ 4,12 por bushel no intervalo da sessão, após encerrar o pregão anterior com perdas entre cinco e seis pontos.
Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos também apresentavam pequenas oscilações. O vencimento julho era negociado a R$ 63,75 por saca, ante fechamento anterior de R$ 63,65. Já o contrato setembro operava a R$ 66,85, frente aos R$ 66,65 registrados na sessão passada.
Mercado acompanha desenvolvimento da safra nos Estados Unidos
O foco dos agentes segue voltado para a evolução das lavouras norte-americanas e, principalmente, para as condições climáticas das próximas semanas. O mercado observa com atenção a entrada das plantas em fases decisivas para a definição da produtividade.
Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que 68% das áreas cultivadas com milho estão classificadas entre boas e excelentes, índice idêntico ao da semana anterior. Outros 26% foram avaliados como regulares e 6% como ruins ou muito ruins.
No mesmo período do ano passado, os percentuais eram de 70% para áreas boas ou excelentes, 24% para regulares e 6% para ruins ou péssimas.
O relatório também aponta avanço no desenvolvimento das lavouras. Atualmente, 5% das áreas já entraram na fase de pendoamento, acima dos 4% registrados na mesma época de 2025 e dos 3% observados na média histórica.
Colheita da safrinha avança no Brasil
No Brasil, o avanço da colheita da segunda safra também permanece no radar do mercado. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os trabalhos já alcançam 11% da área cultivada.
O índice supera os 10,3% registrados no mesmo período do ano passado, mas ainda permanece abaixo da média histórica, que é de 15%.
Apesar do avanço da colheita, os preços internos continuam pressionados pelo aumento da oferta. Conforme destaca a Granoeste Corretora, a entrada de produto novo no mercado amplia a disponibilidade de milho e reduz o poder de reação das cotações.
Além disso, os preços internacionais mais baixos dificultam o alcance da paridade de exportação, fator considerado importante para sustentar os valores no mercado doméstico. O cenário ganha relevância diante da necessidade de o Brasil exportar entre 45 milhões e 46 milhões de toneladas de milho ao longo desta temporada.
No Oeste do Paraná, as indicações de compra permanecem entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca. Em Paranaguá, os preços variam de R$ 62,00 a R$ 65,00 por saca, dependendo das condições de pagamento, localização dos lotes e prazos de negociação.
No mercado cambial, o dólar operava em alta nesta terça-feira, cotado a R$ 5,17. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado o dia em R$ 5,142.