A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça-feira (14), do evento “O seguro rural que o Brasil precisa”, realizado em Brasília. O encontro reuniu especialistas, autoridades e parlamentares com o objetivo de debater a gestão de risco no campo e propor melhorias para a proteção dos produtores rurais brasileiros. A iniciativa foi promovida pela Meridiana, pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e pelo Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro).
O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, integrou o painel “A visão de quem opera o seguro rural”, oportunidade em que defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 2951, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), como um caminho para fortalecer o setor.
Segundo Lucchi, a entidade trata o seguro como prioridade na política agrícola por ser essencial para mitigar os riscos climáticos e financeiros da atividade. "Não podemos questionar a evolução de diversas ações desenvolvidas, mas, infelizmente, a área segurada no Brasil continua diminuindo. Esse é o principal indicador de avanço e ele tem caminhado para trás ano a ano", alertou o diretor.
Oportunidade de mudanças regulatórias
Para a CNA, o PL 2951 representa uma oportunidade concreta para reverter a retração do mercado e modernizar as regras vigentes, principalmente pela proposta de criação de um Fundo de Catástrofe. Outro ponto crucial destacado por Lucchi é a necessidade de melhorar a base de dados do setor. A proposta legislativa, que aguarda análise no Senado, prevê recursos específicos para estruturar essas informações, facilitando o uso de inteligência artificial e novas tecnologias na análise de risco.
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O diretor também argumentou que eventuais regras que condicionem o acesso ao crédito rural à contratação de seguro precisam ser desenhadas com critério, respeitando as características de cada atividade e região. Para ele, o melhor caminho é focar em incentivos. "Se o produtor tiver vantagens ao contratar o seguro, como taxas diferenciadas ou benefícios, a adesão será maior", pontuou.
O painel contou ainda com a participação de Fábio Damasceno, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg; João Rabelo, diretor de Novos Negócios do IRB Re; e Hugo Rodrigues, coordenador-geral de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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