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Líderes sindicais dizem que ainda é cedo para avaliar total de danos no agro

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Líderes sindicais dizem que ainda é cedo para avaliar total de danos no agro
Enchentes deixaram um rastro de destruição e morte no Rio Grande do Sul: reconstrução vai levar muito tempo. Foto: MAPA

Rio Grande do Sul ainda contabiliza seus prejuízos tanto no campo como na cidade

O Rio Grande do Sul ainda une forças em busca de sua reconstrução. Famílias perderam tudo e contam com a ajuda de outras pessoas para recomeçar. Na agricultura, não é diferente. Lavouras inteiras foram dizimadas e os prejuízos ainda são contabilizados.

Para líderes sindicais ouvidos pelo Rural News, ainda é muito cedo para mensurar os danos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul

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O presidente do Sindicato Rural de Toledo, região Oeste do Paraná, Nelson Gafuri, afirma que o impacto será considerável, principalmente em relação ao arroz, uma vez que o Rio Grande do Sul é o maior produtor desta cultura do Brasil. “Milho e soja também já começam a sentir esses reflexos. É muita desgraça em um lugar só e levará muito tempo para os gaúchos se recuperaram dessa tragédia”.

Por sua vez, o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava/PR, Rodolpho Botelho, os danos são extremos tanto no campo como na cidade. “Todos os setores foram afetados severamente, mas o impacto maior, sem dúvida, será sentido em relação à proteína animal, mais especificamente na suinocultura”.

Logística afetada

Com diversos pontos de bloqueio, totais ou parciais, ainda ativos, além da queda de pontes e desbarrancamentos, a logística no estado foi extremamente comprometida. Ainda existe a impossibilidade do tráfego de veículos em diversas áreas, inclusive de resgate e saúde. As BR´s 116, 386 e 290 sofreram os impactos das enchentes, além de diversas outras estradas estaduais e municipais. O aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, está fechado por tempo indeterminado.

Segundo a Portos RS, as operações no Porto de Porto Alegre e no Porto de Pelotas estão paralisadas, enquanto o Porto de Rio Grande segue operando normalmente. Os alagamentos e os danos à infraestrutura do estado podem afetar a logística de transporte dos principais produtos regionais, por exemplo o arroz e frutas, tais como uva, pêssego e maçã.

Balança comercial

Segundo o relatório Radar Agro, produzido pela equipe do Itaú BBA, os efeitos na balança comercial devem ser vistos a partir de maio. Os impactos, não somente sobre a produção, mas também na estrutura de escoamento do estado, ainda precisam ser avaliados. Segundo dados da Secex, o Rio Grande do Sul é o sexto maior estado exportador do país, representando 6,6% de todo o valor vendido pelo Brasil ao exterior no ano passado. O produto mais exportado pelo Rio Grande do Sul é a soja, que concentrou 18% do total vendido ao exterior em 2023.

Perdas

O analistas do Itau BBA acreditam que as perdas de produção de arroz, soja e milho serão bem menores que o impacto potencial. O arroz é a cultura que traz mais preocupação, em virtude da concentração da produção nacional no Rio Grande do Sul, equivalente a 70% do total. Nessa safra, devido ao El Niño, o plantio e o desenvolvimento da lavoura atrasaram, o que, consequentemente, postergou também a colheita em algumas regiões.

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), 82% da área gaúcha do cereal foi colhida até 8/mai. Com isso, dos 900 mil hectares semeados de arroz irrigado, restam 142 mil hectares para serem colhidos.

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Editor RuralNews
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