A redução dos custos de alimentação ajudou a manter a rentabilidade do confinamento bovino em níveis historicamente elevados em maio, mesmo diante da queda nas cotações da arroba. Os dados são do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), divulgado pela Ponta Agro, que aponta margens superiores a R$ 1 mil por cabeça tanto no Centro-Oeste quanto no Sudeste.
Segundo o levantamento, o custo da dieta de terminação recuou nas duas principais regiões pecuárias do país. No Centro-Oeste, a queda foi de 1,89%, enquanto no Sudeste o recuo chegou a 0,77%. O movimento foi impulsionado principalmente pela redução dos preços dos volumosos, além do alívio observado em parte dos insumos energéticos e proteicos.
Custos menores aliviam despesas dos pecuaristas
No Centro-Oeste, os volumosos operaram 10,48% abaixo da média trimestral entre março e maio. Os energéticos registraram retração de 1,43% e os proteicos ficaram 0,37% abaixo da média do período. Entre os fatores que contribuíram para o resultado está o avanço da safrinha de milho, que aumentou a expectativa de oferta de grãos no mercado.
No Sudeste, o custo da dieta encerrou maio 3,59% abaixo da média trimestral. Os energéticos recuaram 2,68%, os proteicos caíram 4,01% e os volumosos apresentaram redução de 10,87%, favorecendo a atividade de confinamento.
Rentabilidade segue acima de R$ 1 mil por cabeça
Mesmo com a queda da arroba física em maio, a lucratividade permaneceu em patamar elevado nas duas regiões avaliadas pela Ponta Agro.
No Centro-Oeste, o custo da arroba produzida ficou em R$ 206,91, enquanto a arroba foi comercializada a R$ 343,00. Com isso, o lucro médio alcançou R$ 1.037,03 por cabeça.
Já no Sudeste, o custo da arroba produzida foi de R$ 195,13, também com a arroba negociada a R$ 343,00. A lucratividade média chegou a R$ 1.123,78 por animal, mantendo a região na liderança dos indicadores econômicos do confinamento.
Mercado chinês amplia ganhos
Nos animais destinados à exportação para a China, as margens permaneceram ainda mais atrativas. Segundo o ICAP, o Sudeste registrou rentabilidade de R$ 1.192,18 por cabeça, enquanto o Centro-Oeste alcançou R$ 1.082,75.
De acordo com a análise da Ponta Agro, a combinação entre redução dos custos alimentares e maior eficiência produtiva continua sustentando resultados positivos para a pecuária intensiva, mesmo em um cenário de ajuste nas cotações da arroba.