Segundo boletim da Granoeste Corretora, o mercado do milho iniciou a semana com novas perdas na Bolsa de Chicago. Na manhã desta segunda-feira, o contrato julho era negociado a US$ 4,07 por bushel, acumulando queda de seis centavos. Na semana anterior, as cotações já haviam recuado 1,5%.
O cenário amplia o movimento de baixa observado nas últimas semanas. Em aproximadamente 45 dias, os preços do cereal perderam quase 15% em Chicago, atingindo os menores níveis desde agosto do ano passado.
Safra norte-americana e petróleo influenciam mercado
A pressão sobre as cotações está relacionada principalmente ao bom desenvolvimento da safra dos Estados Unidos. As condições favoráveis das lavouras reforçam as expectativas de elevada produção na principal potência exportadora do cereal.
Outro fator que pesa sobre o mercado é a forte queda do petróleo, que voltou para a faixa de US$ 83 por barril. O movimento ocorre em meio a sinais de avanço nas negociações para encerrar o conflito envolvendo Irã e Estados Unidos, reduzindo parte das preocupações geopolíticas que vinham sustentando os preços da energia.
Mercado brasileiro acompanha ajuste dos preços
Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros apresentaram pouca variação. O vencimento julho era negociado em R$ 64,10 por saca, enquanto o contrato setembro operava em R$ 66,75.
No mercado físico, as indicações de compra no Oeste do Paraná variam entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca. Já em Paranaguá, os preços para o milho safrinha estão entre R$ 62,00 e R$ 65,00 por saca, dependendo dos prazos de pagamento e das condições de entrega.
De acordo com a Granoeste Corretora, os preços internos tendem a buscar a paridade de exportação, embora os ajustes possam ocorrer de forma diferente entre as regiões produtoras.
Dólar recua e reduz suporte ao mercado
O câmbio também segue no radar dos agentes do setor. O dólar opera em queda, próximo de R$ 5,03, após encerrar a sessão anterior em R$ 5,058.
A valorização do real frente à moeda norte-americana reduz parte da competitividade das exportações brasileiras e limita um suporte adicional aos preços do milho no mercado doméstico.